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Rejeição de Jorge Messias foi maior derrota política de Lula nos 3 mandatos.

Incógnita é uma palavra que ajuda a definir momento e próximos capítulos da novela “eleições 2026" para o vaidoso e abatido líder petista.

Seis meses em política são uma eternidade”
Winston S. Churchill (1874-1965),
estadista inglês




Porrada seca
Lula pegou uma queda grave no banheiro, no curso deste terceiro mandato. A rejeição do Messias foi pior. 


Se superou o grave acidente doméstico, tampouco esses três anos, quatro meses e quatro dias completados na presente data, serviram para que superasse os traumas e rancores das culpas que lhe renderam condenações em três instâncias e dois colegiados, mesmo que mais adiante tenham sido “descondenadas” por razões as mais controvertidas possíveis, que não convém repeti-las pela enésima vez desde então. 


Tudo é vaidade
Mas, vaidoso aos píncaros, segundo ases e víboras da imprensa que cobrem política desde antes, os 1960, e durante a sua ascensão ao palco principal da política nacional, dos 1970 em diante, bem como vazadores irremediáveis que habitam as profundezas do poder em geral, a esquerda e o PT, particularmente, afirmam em “off” e até “on”, que ele está psicologicamente mais nas cordas do que nunca desde, pelo menos, os dias mais difíceis que enfrentou no Mensalão e aqueles que lhe levaram para trás das grades, no auge do Petrolão. Somadas ainda as três derrotas entre 1989 e 1998. 


Floriano e ele
Doravante na História do Brasil, a peia estará nos livros escolares, acadêmicos, jornalísticos, satíricos e que tais, e nos pasquins digitais mais provincianos. Nos próximos 132 anos e para frente.


Sim, a rejeição de Jorge Messias para uma vaga no STF pelo Senado foi a porrada mais dolorida e marcante, sua pior derrota política como primeiro mandatário em três mandatos.

Detalhe: se for candidato e perder para o filho de Jair Bolsonaro, vai doer mais ainda. e ser pior que a dele em 2022. Fato. 


Quase nunca
Em tempos de alta popularidade, triunfalismo e sapato alto, o mesmo que levaria a vaca para o brejo da sonhada vaga pelo Messias ou “Bessias”, ficara famoso o bordão com o qual invariavelmente iniciava seus discursos e pronunciamentos laudatórios quase diários  durante os quais assinava PACs cuja maioria nunca saíra do papel: 


“Nunca antes na história desse país”.... blábláblá blábláblá… 


Piada
O saudoso Casseta & Planeta, CQC e outros humorísticos de prima da época deitavam e rolavam de um lado enquanto bajuladores e áulicos, muitos deles os mesmos que se refestelavam na sabujice daquele governo em cujas entranhas eram tramados os esquemas do que viria a ser o famigerado Petrolão, se comportavam quais servos caudatários do demagogo e populista líder da hora. 


Centrão sempre
A era petista que tinha como sócio majoritário o mesmo Centrão velho de guerra de sempre, que na semana passada impingiu ao velho Lula, octogenário, impaciente, amargurado, vingativo, quase impotente perto daquele de 2007 a 2010, a derrota que vai colocar-lhe ao lado do marechal Floriano Peixoto, que perdera como ele há mais de 130 anos.


Frases
“Falta de aviso não foi”. “Ele sabia dos riscos”. “Jorge Messias foi traído pelo líder do governo no Senado”. “Alexandre de Moraes e Flávio Dino se uniram para derrotar o indicado do Palácio do Planalto”. “Lula vai indicar uma mulher”. “Se fosse o Pacheco estavam todos bem”. “todos”, entenda-se por Lula e Alcolumbre. “Agora, pro Pacheco, já era”.

Isso e muito mais é o que se tem assistido, lido, ouvido e falado por eles e vazado na imprensa desde o fatídico 29 de abril.


Fim de jogo
Em seguida, que o governo acabou por um lado, e que pode ser a virada para a vitória, pelo outro. Teses e antíteses que vão da ligeireza a suspeição pura e descabida por quem fala ou vaza. Sim, entre inquilinos do poder e profissionais da grande imprensa. 


Fadiga
O dado concreto, como diria Lula, é que ele foi vítima da fadiga de sua onipresença na vida política nacional há quase meio século, sendo este o quinto mandato do seu partido, quase 20 anos. Sim com um impeachment no meio, mas isso é outro papo, digo, coluna.


Lula acabou como candidato?
Em condições normais de temperatura e pressão, os próximos dois meses serão decisivos para saber se sim ou não.

Talvez as rodadas eliminatórias e decisivas da Copa que será disputada entre junho e julho mascarem os bastidores da política (e até da economia) a depender dos rumos que o Brasil seguir no campeonato.


Até lá, as pesquisas vão refletir se o engodo 2, ops, Desenrola 2 e as outras variantes da gastança eleitoreira irão surtir os efeitos de um governo há três anos na UTI da aprovação popular ou tudo continuará como está, o que é péssimo para o tri-presidente.

Lei eleitoral
De acordo com a Resolução nº 23.760, aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 02 de março, e que dispõe sobre o calendário das Eleições de 2026, as coligações terão até 05 de agosto para escolher “candidatas e candidatos que concorrerão aos cargos de presidente e vice-presidente da República (...) nas Eleições de 2026”. 


Vencer ou perder
Todavia, com efeito, Lula vai sentir a temperatura, correr mais riscos de errar, apostar nos erros do principal adversário do momento, o bolsonarismo, e decidir se quer encerrar sua jornada pública com o compromisso de passar a faixa ao sucessor sem disputar com ele o mandato com início marcado para janeiro de 2027 ou ir para o tudo ou nada.

Prato frio
Novamente olhando para o passado recente (e longínquo como o governo Floriano), até lá, notinhas, idas, vindas e ameaças veladas ou não, hão, como as águas, de rolar.


Alcolumbre, além de Flávio Bolsonaro e frações dos suspeitos de sempre nos partidos do consórcio governista, cada um no seu quadrado, devem manter as barbas de molho em razão do uso da máquina e da caneta para sutis ou escrachadas vinganças.


No STF
Do outro, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, somados aos inolvidáveis Gilmar Mendes e Dias Toffoli, seguirão espraiando os encaminhamentos em dois processos julgados da Suprema Corte: INSS e Banco Master, ambos relatados pelo amigo de fé e irmão camarada de Jorge Messias, ministro André Mendonça. 


Senado e futuro
E, se neste último, Moraes e Toffoli estão mais do que com as barbas de molho, o do INSS somado ao desgaste geral, são as sementes que fundamentam o principal compromisso eleitoral de opositores na disputa para um Senado que se avizinha majoritariamente de perfil conversador nos costumes e liberal na economia ou, de direita e pró-impeachment de ministros do STF, ao tempo em que também se mostram favoráveis a uma reforma do Judiciário e do modelo de escolha dos magistrados superiores.

Incógnita
 Ademais, pelo sim, pelo não, melhor não duvidar do tirocínio de Churchill.


Lá e cá
Tudo isso no radar a partir de 2027. Por aqui e hoje, este texto era para ser publicado ontem.

Ocorre que um transtorno do cotidiano fez este redator passar a manhã inteira tentando salvar um pneu seminovo, teoricamente com vida longa, furado por um parafuso “gigante” que quase o inutilizara.


Para além dos prejuízos, uma reviravolta na rotina de trabalho aos domingos, enquanto parte da família sofre a limitação em hora de missa, almoço, relax e passeio dominical antes do futebol. 


Luto oficial

Muito justa e sensível por parte da governadora Hana Ghassan decretar luto oficial de três dias pela morte da presidente do Grupo Liberal, Déa Maiorana, das mulheres públicas mais relevantes que pontificaram na classe dirigente local no último meio século, pelo menos. 


Registro
No jornalismo, então, dona Déa, como era conhecida, além de admirada, fora muito querida e respeitada. Sobre seu traço cristão-católico, cujo fruto mais nobre era a tão discreta quanto notória benemerência, seus feitos de caridade talvez demorem a ser conhecidos pela maioria, porque eram realizados em silêncio e discrição, quais sua vida pessoal e familiar. Quem viu pode contar. Paz a sua boa alma, amém. 





Crédito ilustração: Reprodução Wikipedia e redes sociais 




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Toni Remigio
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