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Jovem paraense com doença rara é aprovado em Medicina em três universidades públicas, após realizar o Enem no hospital

O jornal Folha de S. Paulo entrevistou nesta terça-feira, 3, um jovem paraense com uma história um tanto quanto inspiradora. É a trajetória de Ítalo Cantanhede, de 17 anos, que passou no curso de Medicina em três faculdades públicas, mesmo diagnosticado com uma doença rara.

No início de 2025, Ítalo foi diagnosticado com anemia aplásica medular severa, caracterizada pela falência da medula óssea na produção de células sanguíneas (glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas). 

O adolescente estava cursando o terceiro ano do Ensino Médio, e teve que ser internado na UTI durante 40 dias, lutando contra sintomas da doença e infecções.

Segundo os médicos que tratavam do caso, a solução era o transplante de medula. A irmã do jovem, de 6 anos, foi 100% compatível, e iniciou-se o processo para o transplante.

O procedimento teve que ocorrer em São Paulo, no hospital Beneficência Portuguesa, referência em transplantes. Antes do procedimento, o jovem foi submetido à quimioterapia num processo chamado condicionamento. O objetivo é destruir as células doentes e abrir espaço na medula para as novas.

Enquanto isso, Ítalo estudava como podia e preparava-se para o Enem. Segundo a Folha, Ítalo realizou a segunda aplicação do vestibular, destinada a candidatos que, por questões de saúde, necessitam de suporte para realizar o exame fora da sala de aula. A prova foi realizada no hospital em que o jovem estava internado.

A partir de então, duas celebrações. A primeira, a notícia que o transplante de medula tinha sido um sucesso. Ísis, a irmã e doadora da medula, se recuperou rapidamente. Ítalo está curado da anemia aplásica medular severa, segundo o onco-hematologista pediátrico Victor Gottardello Zecchin, que cuidou do adolescente no BP.

A outra notícia boa é que, mesmo com os percalços, Ítalo conseguiu aprovação do curso de Medicina na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UFPA (Universidade Federal do Pará) e na Uepa, onde iniciará o curso no segundo semestre de 2026.

Créditos da imagem: Acervo Pessoal.




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Toni Remigio
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