Tratamento com polilaminina: o que se sabe sobre a esperança para pessoas com lesões medulares.
Nas últimas semanas, os brasileiros e a comunidade científica ficaram animados com um tratamento inovador: o uso da polaminina como alternativa de tratamento para pessoas com lesões medulares.
Porém, algumas críticas surgiram nas redes sociais e nas colunas dos jornais nacionais, apontando inconsistências na pesquisa.
Mas, afinal, em que etapa esta pesquisa está e o que deve-se esperar?
Estudando há 25 anos a substância, o que a pesquisadora Tatiana Sampaio procura é entender a capacidade da polilaminina de oferecer uma nova base para que os axônios do paciente voltem a crescer e se comunicar, restabelecendo a conexão que transmite os comandos do cérebro. Ou seja, colaborando para que pessoas com lesão voltem a andar.
Depois de obter resultados positivos em ratos, os pesquisadores realizaram um estudo-piloto, entre os anos de 2016 e 2021, aplicando a substância em oito pessoas que sofreram lesão total em diversos pontos da medula, após queda, acidente de carro ou ferimento por arma de fogo.
Quatro pacientes do estudo-piloto saíram do nível A para o nível C, o que significa que retomaram a sensibilidade e os movimentos, mas de forma incompleta. Uma pessoa chegou ao nível D, após recuperar a sensibilidade e as funções motoras de todo o corpo, com capacidade muscular quase normal. Os resultados, porém, não foram consistentemente conclusivos.
A fase que o tratamento se encontra é a Fase 1, que objetiva ver como a droga se comporta dentro do nosso organismo, como ela entra, como ela é metabolizada e como ela é eliminada.
De acordo com a líder da pesquisa, a professora Tatiana Sampaio Coelho, os testes devem começar neste mês e ser concluídos até o fim do ano.
Conforme aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a substância será aplicada em cinco pacientes voluntários.
Tatiana Sampaio adianta que duas doses diferentes serão avaliadas no caso da polilaminina, se o estudo chegar à fase 2. Já os detalhes de uma possível fase 3, a última e principal etapa para verificar se um medicamento é mesmo eficaz e produz resultados de forma consistente, ainda não estão definidos. A equipe espera concluir todas as fases de teste em cerca de dois anos e meio.
Com informações e imagem: Agência Brasil.
