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Serviço completo ou “Paraíso das Docas”: Porto Futuro 2 coloca revitalização da frente de Belém no topo.

25 anos após Almir Gabriel e Paulo Chaves mudarem a cara da cidade, Helder e Lula inscrevem seus nomes entre os benfeitores da capital paraense.

(...) Porém, me conquistar mesmo
 a ponto de ficar doendo no desejo, 
só Belém me conquistou assim. 
(...) Olha que tenho visto coisas estupendas… 
Vi o Rio… a queda da Serra para Santos,
a tarde de sinos em Ouro Preto. 
(...) Quero Belém como se quer um amor. 
É inconcebível o amor que Belém despertou em mim…”
Mário de Andrade (1893-1945)



Belle Époque
A Belém da Belle Époque, período áureo quando a prosperidade advinda com o Ciclo da Borracha (1890-1920) projetou a capital paraense como uma das mais ricas e desenvolvidas metrópoles brasileiras, foi um tempo de modernização e crescimento socioeconômico jamais igualado antes e depois.

Reflexos
Uma era que teve reflexo nos costumes, vida social, geografia humana e na influência arquitetônica europeia - francófila -, melhor dizendo, muito em razão da admiração que o intendente Antônio Lemos nutria por aquela grande nação. O maranhense foi gestor da cidade entre os anos de 1897 e 1911.    

Decadência
A decadência local com o fim do próspero ciclo, suas raízes e consequências podem ser debatidas em outra oportunidade, posto que este é um texto de exortação do momento atual. 

Sem memória
Ivan Lessa, o sátiro, cômico e genial jornalista e escritor, também trabalhou como redator publicitário e, antes de tudo, era um frasista memorável. Pois Ivan dissera que o brasileiro esquecia a cada quinze anos tudo que acontecera no Brasil nos últimos quinze anos… 

Benfeitor 
Dito isso, Antônio Lemos, o grande gestor de Belém, cujo nome batiza o palácio sede da prefeitura da cidade desde os anos 1950, e para onde seus restos mortais foram trasladados em 1973, inscreveu seu nome como o maior benfeitor da capital paraense - sem parâmetros ou termos de comparação -, tamanhos foram seus feitos em benefício dela naquele período célebre.

Dr. Almir 
 Almir Gabriel, grande médico e político idem que governou o Pará entre 1995 e 2002, auxiliado pelo genial arquiteto, urbanista e também humanista Paulo Chaves, deu sua inestimável contribuição no resgate arquitetônico e turístico da cidade por meio de obras, restaurações, requalificações e inaugurações que mudaram a cara de Belém. E do Pará.

Estação
Dentre todas, destaque para a execução das obras de macrodrenagem das sub-bacias do Tucunduba e Una, ambas de caráter social, além de econômico, que beneficiaram mais de 600 mil pessoas à época, bem como a “Alça Viária”, que ajudou a integrar o estado.

Das Docas
Todavia, aquela que mais caiu nas graças da população local e turistas em geral, a que se tornou o mais aprazível e belo cartão postal de Belém, foi batizada de Estação das Docas.

Turístico
O complexo turístico foi realizado a partir da cessão pelo governo federal de armazéns do antigo porto da capital - local de escoamento da mesma borracha daquele próspero ciclo entre outras “commodities” -, intervenção que preservou marcos do período, como guindastes, e até uma locomotiva a vapor trazida para o local. 

Personalidades 
Não são poucas as personalidades que passaram por ali desde a sua inauguração no ano 2000 e se encantaram com o que viram. Também são inúmeros aqueles que consideram o local um lugar ainda mais belo e aconchegante do que outras referências em revitalização de antigas áreas portuárias, como o Puerto Madero, em Buenos Aires, e o Port Vell, de Barcelona, ambos, aliás, marcos que serviram de referências para a construção da “Estação”. 

Eduardo Leite
O jovem governador gaúcho veio à Belém para a COP-30. Após reunião de governadores realizada na “Estação”, no último dia 12 de novembro ele fez uma publicação em seu instagram que, desde então, já teve 24 mil curtidas. No vídeo, Leite cita o local como inspiração para a revitalização que luta para conseguir realizar na área portuária da capital gaúcha.

Porto Futuro 2
Pois 25 anos depois da inauguração da “Estação”, um quarto de século, portanto, o governador Helder Barbalho, com o apoio fundamental do presidente Lula, acrescentou à obra icônica uma ampliação do seu escopo, com a cessão de novo pelo governo federal de mais armazéns da antiga área portuária que também pertenciam à Companhia das Docas do Pará (CDP), onde acaba de inaugurar para a COP-30, o Porto Futuro 2. 

Bioeconomia e inovação
O local, mais um legado da COP 30, foi criado para abrigar um complexo cultural, gastronômico e de lazer (como a Estação), e inclui ainda o Museu das Amazônias, o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, a Caixa Cultural e diversas outras atrações, como anfiteatro, áreas verdes e de recreação para crianças. 

Colírio
Decerto que o espaço irá ajudar a impulsionar o turismo, a pesquisa, a cultura e a gastronomia na região. Um presente e tanto para a cidade, moradores, participantes da COP e turistas. Quem já esteve ali, após a sua abertura, saiu encantado com a intervenção.

A César…
Este que vos fala tem afinidade zero com o PT e seu governante, mas não é mesquinho ou tacanho, e Lula foi, repito, fundamental para que isso acontecesse. 

Legados
Como se vê, após décadas de decadência com lapsos de crescimento, Belém teve Antônio Lemos e a borracha, quase um século depois, Almir e Chaves, e agora a COP, Helder e Lula. 

Menção honrosa
No segundo governo Jader Barbalho (1991-1994), o jovem economista André Dias (1960-2020) foi indicado presidente da Paratur. Homem de visão e considerado brilhante por onde passou, ele vislumbrava áreas e atrações públicas capazes de atrair turistas para a capital, e que fizessem com que os visitantes permanecessem em Belém após o Círio de Nazaré.   

Paulo Chaves
Política, burocracia e outros males bananeiros adiaram o sonho para o governo Almir Gabriel. Foi quando André Dias procurou o então secretário de Cultura Paulo Chaves, de posse de um esboço do que seria a ideia da Estação das Docas. O resto é história.

Vivas!
Viva as memórias dos saudosos Antônio Lemos, Almir Gabriel, Paulo Chaves e André Dias. Viva a visão de futuro de Helder Barbalho e o carinho de Lula para com Belém. 

Imagens: Agência Pará




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Toni Remigio
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