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Plano sobre o clima para Agricultura e Pecuária desagrada representantes do setor, que pedem revisão da proposta

O jornal Estadão publicou nesta segunda-feira, 13, sobre o Plano Clima proposto pelo Governo Lula para a Agricultura e para a Pecuária. O plano prevê estratégias para cortar emissões de gases de efeito estufa para cada setor econômico, diante do cenário de proximidade da COP30.

Porém, o setor do agronegócio contesta o plano, principalmente no que diz respeito aos cálculos sobre a contribuição do setor para as emissões. Os representantes veem ainda risco de prejuízo à imagem internacional do segmento, frequentemente alvo de críticas.

Por outro lado, a classe dos ambientalistas acredita que um maior engajamento do setor do agronegócio seja fundamental para a discussão climática. A agropecuária é, segundo o Estadão, a principal emissora de metano no país, correspondente a 70% das emissões. 

O vice-presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Muni Lourenço, pede que o plano seja revisto porque traz “condições que limitarão o desenvolvimento do agro brasileiro”.

Um dos pontos mais polêmicos é a responsabilização do agronegócio sobre o desmatamento legal e ilegal, colocando no balanço de emissões do setor. Segundo o Estadão, o agro pede a revisão da metodologia por considerar que a gestão do desmate é de responsabilidade do governo, o que tem apoio do Ministério da Agricultura.

O Plano Clima foi assinado pelo Ministério do Meio Ambiente, que recebeu uma nota técnica do Ministério da Agricultura em conjunto com a Embrapa, defendendo a alteração do plano, excluindo da conta do agro emissões de assentamentos e comunidades tradicionais. 

O plano passa por revisão da pasta do Meio Ambiente, que atenderá parte das reivindicações. 

Créditos da imagem: Agência Brasil.




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Toni Remigio
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