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MPF solicita suspensão do licenciamento que permite exploração de petróleo na Foz do Amazonas

O Ministério Público Federal recomendou ao Ibama e à Petrobras a suspensão imediata do licenciamento que permite a exploração de petróleo na Foz do Amazonas.


Segundo o portal G1, o MPF enviou duas recomendações sobre os riscos da exploração de petróleo na Foz do Amazonas, e solicita que as pesquisas sísmicas na região sejam suspensas.


Segundo o MPF, a análise dos impactos ambientais deve considerar os poços previstos para o bloco FZA-M-59 de forma conjunta, e não isolada.


Para o Ministério Público, a forma como os processos estão sendo conduzidos atualmente pode ocultar os verdadeiros riscos socioambientais da exploração de petróleo nessa área.


O MPF fez pedidos específicos ao Ibama, como a não autorização da perfuração dos poços Marolo, Manga e Maracujá sem que a Petrobras apresente os estudos técnicos necessário, por exemplo.


Para a Petrobras, o MPF solicitou que a comunicação seja mais transparente e clara sobre a previsão de perfuração dos quatro poços ao invés de um.


Isso se deve ao o bloco de exploração FZA-M-59. O MPF aponta uma contradição entre o que a Petrobras diz à sociedade e o que ela planeja tecnicamente, não deixando explícito os passos da estatal.


A outra recomendação foca na pesquisa sísmica: um método que usa canhões de ar comprimido para emitir pulsos sonoros potentes e mapear o petróleo no fundo do mar.


O G1 solicitou um posicionamento tanto do Ibama quanto da Petrobras, que não deram retorno.


Créditos da imagem: Agência Pará.




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Toni Remigio
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