Misoginia recém criminalizada e salários desiguais: os desafios de ser mulher no Brasil ainda crescem.
O jornal O Globo publicou uma matéria sobre a proposta aprovada no Senado: a misoginia equiparada ao crime de racismo, e aumento da pena para ofensas contra as mulheres.
Segundo a proposta, a injúria motivada pelo ódio contra o gênero feminino passa a ser punida com dois a cinco anos de prisão e multa. O projeto agora segue para análise na Câmara dos Deputados.
O projeto é considerado uma vitória para a segurança das mulheres, já que hoje, a injúria contra o gênero feminino pode chegar a uma pena de um ano de detenção - porém dificilmente pode resultar em prisão.
Contudo, a mesma edição do jornal O Globo exibiu dados preocupantes. Segundo dados do 4° relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego de 2025, as mulheres ganham, em média, 21,2% a menos que os homens, mesmo apresentando níveis de qualificação e cargos semelhantes.
Ou seja, enquanto se avança nas políticas públicas de proteção e igualdade de gênero, os dados revelam um cenário ainda mais grave e retrógrado. Ainda segundo O Globo, 51% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres.
Mas, onde está o espaço para essas mulheres crescerem profissionalmente? Ou para viverem sem medo de serem assediadas, violentadas ou subjugadas?
A proposta de ativistas e políticas brasileiras é continuar investindo na educação de meninas e adolescentes, e priorizando políticas públicas para fortalecimento do papel feminino na sociedade.
Créditos da imagem: Agência Brasil.
