Ministério da Energia anuncia regulamentação da captura do carbono no Brasil
Medidas devem ser publicadas ainda este mês
O jornal Folha de S. Paulo divulgou que o Ministério de Minas e Energia (MME) prevê a publicação de diretrizes que regulamentem a captura de carbono no Brasil. O principal objetivo é viabilizar a prática,e diminuir as emissões que colaboram para o aquecimento global.
Segundo o jornal, a captura de carbono consiste no sequestro dos gases em plantas industriais, seguido pela estocagem no subsolo terrestre ou marítimo. A pasta submeteu uma versão do texto à consulta pública no final de 2025 e diz que está nos trâmites finais para encaminhar o documento para avaliação da Casa Civil.
O texto objetiva inserir no Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, o mercado de carbono nacional, a estocagem de dióxido de carbono (CO2). Em nota, o MME diz à Folha que a tecnologia tem "caráter estratégico para a transição energética, a descarbonização da indústria e o cumprimento das metas climáticas brasileiras"
O Brasil já tem projetos de captura de CO2, protocolados pela Petrobras em 2025. A estatal propôs um projeto de planta de captura, transporte e armazenamento de CO2. O material será capturado em uma estação de tratamento de gás do pré-sal no bairro de Cabiúnas, em Macaé (RJ), e transportado por dutos até Barra do Furado, a 70 km de distância, onde há outra instalação da empresa. Em seguida, o gás será injetado em um reservatório salino na bacia de Campos a 1.200 metros de profundidade
Em outra frente, o Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul opera a primeira planta de captura direta de CO2 do ar no Brasil, em escala experimental. O custo supera os R$ 60 milhões, com financiamento da Repsol Sinopec Brasil.
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