Estudantes paraenses são premiados em olimpíada nacional
Alunos de Curuçá conquistam medalha de bronze em primeira participação na Olimpíada Brasileira de Geopolítica
Dois alunos da Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (Eetepa) Prof°. Maria de Nazaré Guimarães Macedo, localizada no município de Curuçá, nordeste paraense, conquistaram medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Geopolítica (OBGP). O resultado foi divulgado na última quarta-feira, 08.
A
Escola Técnica, que participou pela primeira vez da OBGP, nesta
edição de 2026.1, vem se destacando pelo incentivo ao desempenho de
seus estudantes, que participam também de outras competições
acadêmicas.
A
diretora da unidade de ensino, Veruschka Melo, ressaltou o viés
transformador proporcionado pelas olimpíadas, pois, segundo ela,
visam desafiar os jovens a pensar de forma crítica e reflexiva.
Veruschka Melo destaca que a escola vem se destacando ao
longo dos anos, por propiciar aos estudantes que participem, cada vez
mais, de olimpíadas que estimulem o pensamento crítico, reflexivo e
o protagonismo juvenil.
“Desta forma, fizemos a
inscrição dos nossos estudantes na OBGP, pois isso fortalece a
compreensão do mundo e da sociedade em que vivemos. A Eetepa Curuçá
está muito feliz com o resultado alcançado”, afirma.
“A
alegria de ver nossos alunos engajados em compreender e participar,
cada vez mais, das problemáticas sociais nos faz continuar a
acreditar que a educação é um dos maiores mecanismos de
transformação social”, destacou ela.
Construção
do aprendizado
A metodologia adotada na OBGP promove o
conhecimento por meio do protagonismo do aluno. Nesse contexto, o
estudante é incentivado a construir grande parte do seu próprio
aprendizado, enquanto o professor atua como mediador do processo.
O professor de Geografia e orientador dos alunos, Flávio de Lima, ressaltou que o empenho e a dedicação dos medalhistas são consequência de um trabalho contínuo, desenvolvido ao longo do ano letivo.
“Esse
resultado foi fruto da preparação que já vem ocorrendo desde o
início do ano. O nosso foco agora é a Olimpíada de Geografia.
Vamos continuar com essa preparação com os alunos, que já
demonstram bons resultados”, disse.
Segundo Flávio de Lima, “a avaliação exigiu conhecimentos em geopolítica, atualidades e análise crítica de cenários internacionais, sendo dividida em quatro categorias, de acordo com o nível de escolaridade dos participantes".
Esforço
recompensado
A aluna Yasmim de Lima Monteiro, do curso de
Desenvolvimento de Sistemas, falou sobre sua dedicação e empenho em
estudar geopolítica.
“Sempre tive interesse por
geopolítica, entender como os países se organizam, disputam
territórios e constroem suas relações no mundo. Participar da
Olimpíada de Geopolítica foi uma experiência muito importante para
mim, não só pelo conteúdo, mas pelo aprendizado que isso trouxe”,
reconheceu.
Yasmim disse ainda que a sua intenção nunca
foi ganhar medalha, e sim adquirir experiência para as olimpíadas
de Geografia.
“Mas eu agradeço que meus esforços
tenham sido válidos. No fim, o mais importante foi tudo o que
aprendi ao longo do caminho”.
Desafios
A
competição também representou um desafio pessoal, exigindo dos
participantes o enfrentamento às inseguranças e superação de
incertezas durante a preparação.
O estudante Luís Felipe da Silva Gonçalves, do curso de Manutenção e Suporte em Informática, contou que durante a preparação, precisou estudar diversos temas.
Esse processo, disse ele, apesar de desafiador, contribuiu para a ampliação de seus conhecimentos e compreensão mais aprofundada dos conteúdos abordados.
“Durante a preparação, eu precisei estudar vários temas, mas tive mais facilidade por já ter interesse nessa área. No começo, achei algumas partes difíceis, mas, com o tempo, fui entendendo melhor”, admitiu.
Segundo
Luís Felipe, estudar geopolítica o ajudou a compreender melhor como
o mundo funciona.
“Foi um desafio que exigiu bastante
atenção e raciocínio. No final, participar dessa olimpíada foi
uma experiência muito boa, porque, além de aprender mais, eu também
me desafiei e fortaleci ainda mais meu interesse por geografia e
geopolítica”, encerrou.
Com informações e imagem: Agência Pará
