Escândalo Banco Master: BC declara liquidação extrajudicial do Will Bank.
Nesta quarta-feira, 22, o Banco Central declarou liquidação extrajudicial do Will Bank, que faz parte do mesmo conglomerado financeiro do Banco Master.
O Banco Master havia sido liquidado em novembro de 2025, e, nesse período, o Will Bank passou a operar sob um regime especial de administração temporária, com administração do BC.
O objetivo do Banco Central foi preservar a operação, evitar impactos imediatos aos clientes e tentar uma solução que permitisse sua continuidade, como a venda para um novo investidor.
Porém, a situação do Will Bank não melhorou, e o fator decisivo para a liquidação foi o descumprimento de compromissos no arranjo de pagamentos da Mastercard.
Em comunicado oficial, o BC afirmou que a liquidação se tornou inevitável diante do comprometimento da situação econômico-financeira do Will Bank, de sua incapacidade de honrar obrigações e do vínculo direto com o Banco Master, já em liquidação.
O que significa a liquidação extrajudicial?
A medida é utilizada para encerrar de forma organizada e oficial as atividades de instituições financeiras que enfrentam grave crise.
O órgão responsável por essa decisão é o Banco Central, que procura proteger depositantes, credores e o próprio sistema financeiro, evitando prejuízos maiores ou uma falência desordenada.
O que acontece com o banco e os clientes?
Após a liquidação, as atividades do banco são interrompidas imediatamente. Os clientes perdem o acesso aos serviços, e o saldo existente passa a integrar o passivo da instituição.
Os correntista se torna credor no processo de liquidação, e o pagamento dependerá das garantias disponíveis e do andamento do trabalho do liquidante.
No caso de dívidas, a liquidação extrajudicial não elimina débitos dos clientes. Empréstimos, financiamentos e faturas seguem válidos. O gerenciamento das dívidas que podem ser mudadas de acordo com a instituição que eventualmente assuma parte das operações.
E agora? Como agir?
Quem tem conta ou investimentos em instituições liquidadas deve reunir extratos, contratos e comprovantes e acompanhar apenas comunicados oficiais do Banco Central, do liquidante e do Fundo Garantidor de Créditos. O FGC não cobra taxas para efetuar pagamentos e alerta para tentativas de golpe em períodos de instabilidade bancária.
Com informações: Agência Brasil.
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