Escala 6x1: fim deve reduzir PIB em 0,82 por cento. Ganho de produtividade pode compensar perdas.
Segundo estudo, setor da economia mais penalizado será o de vigilância. Saída para neutralizar efeitos no PIB é alcançável, mas improvável.
Um estudo do Banco Inter estima que, mesmo trazendo mérito social com melhores condições de trabalho, a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais no Brasil e do fim da escala 6x1 (seis dias trabalhados para um de descanso) deve reduzir o Produto Interno Bruno (PIB) em cerca de 0,82% no médio prazo.
Esse impacto deve se dar após a economia absorver a mudança por completo, com reajustes nos diversos setores.
“Não
trabalhamos com um horizonte temporal fixo, mas estamos comparando o
equilíbrio atual com um novo equilíbrio após o fim da escala 6x1”,
afirma o gerente de pesquisa macroeconômica do Inter, André
Valério. “Entre esses dois equilíbrios, inclusive, nada impede
que ocorra um aumento do PIB durante a transição.”
Impacto por
setores
As áreas mais
intensivas em mão de obra e com maior índice de formalização do
trabalho devem sentir mais esses efeitos, declara o economista.
Dentre os 12 grandes setores da economia, a construção
deve ter a maior perda, de 2,14% do PIB, seguida pela indústria de
transformação (-1,87%). A matéria é assinada por Carlos Eduardo
Valim.
O impacto deve se dar após a economia absorver a mudança por completo, com reajustes nos diversos setores. A construção deve ter a maior perda, de 2,14% do PIB, seguida pela indústria de transformação (-1,87%).
Beneficiada
O
autor revela ainda que a única área a se beneficiar da mudança
deve ser a de atividades imobiliárias, com ganho de 0,9%,
impulsionada pela realocação do consumo, pelo aumento da procura
por unidades habitacionais e pela baixa dependência de insumos de
outros setores.
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Com
informações: Estadão
Crédito imagem: IA
