Em OESTADONET: Governo Federal anuncia instalação de Centros de Informação em Saúde e Clima em Belém e Santarém
Anunciadas medidas diante de cenário que pode agravar a seca dos rios, dificultar a navegação, afetar o abastecimento e aumentar o risco de incêndios florestais
De Santarém
O
governo federal prevê a instação de dois Centros de
Informação em Saúde e Clima (CISC), em Belém e Santarém.
Os
centros integram dados e análises sobre os impactos epidemiológicos
de eventos como ondas de calor, chuvas intensas, inundações,
estiagens, secas e incêndios florestais para subsidiar a atuação
do SUS.
A
preparação para os possíveis impactos do El Niño envolve o
acompanhamento permanente das condições climáticas e a atuação
coordenada entre União, estados e municípios.
No âmbito
federal, a Sala de Situação do El Niño reúne as informações
produzidas pelos órgãos de monitoramento e organiza a atuação das
diferentes áreas envolvidas.
O Governo Federal reuniu, nesta quinta-feira, 27, gestores estaduais e municipais para apresentar medidas de preparação diante da previsão de chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal, cenário que pode agravar a seca dos rios, dificultar a navegação, afetar o abastecimento e aumentar o risco de incêndios florestais.
Durante
a segunda reunião dos “Diálogos Federativos – Emergências
Climáticas 2026/2027”, o governo destacou que os impactos podem
ser especialmente sentidos por comunidades ribeirinhas, indígenas,
quilombolas e moradores de áreas de difícil acesso.
A preocupação
também envolve o transporte de pessoas e cargas pelas hidrovias
amazônicas.
Para tentar reduzir os efeitos da estiagem, estão previstos R$ 582 milhões para ações de segurança hídrica na Região Norte, além de R$ 173 milhões em dragagens realizadas entre 2023 e 2026 nos rios Solimões, Madeira, Amazonas e Tapajós.
O
governo também anunciou medidas para garantir o abastecimento de
alimentos e combustíveis e preparar a rede de saúde para possíveis
emergências.
Belém, Manaus e Porto Velho receberão
bases regionais da Força Nacional do SUS, enquanto Belém e Santarém
terão Centros de Informação em Saúde e Clima, que vão monitorar
os impactos de eventos extremos sobre a saúde da população.
As queimadas também estão no centro do planejamento. Entre janeiro e 23 de agosto deste ano, a Região Norte registrou 1,64 milhão de hectares queimados, número 33,7% abaixo da média histórica para o período entre 2012 e 2025. Mesmo assim, o avanço da estiagem e do calor mantém o risco elevado para os próximos meses.
O
Governo Federal informou ainda que já destinou R$ 521 milhões a
estados e municípios para prevenção e combate a incêndios
florestais.
A orientação aos gestores é reforçar
planos de contingência, mapear áreas de risco e integrar equipes de
Defesa Civil, Saúde, Meio Ambiente, Infraestrutura e Assistência
Social.
A preparação ganha importância diante da possibilidade de agravamento das condições climáticas. No caso do oeste do Pará, onde o nível do Tapajós já apresenta queda e a navegação depende diretamente da profundidade do rio, a combinação entre seca, calor e incêndios pode aumentar a pressão sobre comunidades e atividades econômicas da região.
Com informações: www.oestadonet.com.br
Crédito imagem: ilustrativa, via OESTADONET
