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Eleições 2026: ano começa e noticiário já destaca mudanças ministeriais.

Governo define estratégia para evitar que haja paralisia do governo

2026

Ano de eleições para a presidência da República, governos estaduais e ⅔ do Senado Federal, 2026 começou e, já nesta sexta-feira, 02, a manchete de capa do maior jornal do Brasil, O Globo, destaca a debandada de quase metade dos ministros do Lula 3.


Nova cara
A matéria assinada pelo repórter Sérgio Roxo, da sucursal de Brasília, diz que o plano definido no Palácio do Planalto é que a maioria dos substitutos, de perfil técnico, sejam os atuais secretários-executivos das pastas.


Paralisia
O texto revela que o presidente adotou esta estratégia de troca com vistas a evitar que haja uma quebra no ritmo de entregas de obras e projetos - o que poderia gerar uma paralisia do governo.


Fila
O governo calcula que os primeiros a puxar a fila devem ser os titulares da Fazenda, Fernando Haddad, e da Justiça, Ricardo Lewandowski. O atual titular da Fazenda disse em entrevista ao próprio periódico, em dezembro, que já havia conversado com o presidente sobre a saída.


Missão cumprida
O ex-presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski já teria, inclusive, manifestado seu desejo de sair em conversa com Lula no dia 23 de dezembro. Ele disse ao presidente que considera que a sua missão no governo já foi cumprida.


Alckmin
Outra substituição cheia de especulações em torno e ainda indefinida é a do vice-presidente Geraldo Alckmin. O paulista também tem de deixar o Ministério da Indústria e Comércio, caso dispute a eleição, seja novamente como vice de Lula ou em São Paulo, como defende uma parte do PT.

Ajustes

Os chamados ministros palacianos, Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais (SRI), devem sair para concorrer ao Senado e Câmara dos Deputados, respectivamente.


Candidatos 1
Fora do Planalto, são consideradas certas as saídas dos ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Simone Tebet (Planejamento), Jader Filho (Cidades), Waldez Goés (Integração Nacional), Renan Filho (Transportes), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Wolney Queiroz (Previdência), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), André Fufuca (Esporte), André de Paula (Pesca), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Sonia Guajajara (Povos Indígenas) e Anielle Franco (Igualdade Racial).


Cargos
Desses, Renan Filho (MDB) é o único que deve concorrer a governador. O ministro dos Transportes tentará voltar ao comando de Alagoas, estado que já dirigiu entre 2015 e 2022. Marina, Tebet, Waldez, Fufuca e Costa filho podem disputar uma vaga no Senado. Os demais têm planos de se elegerem deputados.


Candidatos 2
Os ministros do Empreendedorismo e Pequena Empresa, Márcio França, o de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Educação, Camilo Santana, também devem sair para enfrentar as urnas.

SP e Minas

Maiores colégios eleitorais do país, no caso de França, que é filiado ao PSB, especula-se sobre seu sonho em concorrer ao governo de São Paulo novamente, mas que pode disputar um outro posto. Já Silveira, filiado ao PSD, é citado como possível postulante ao Senado em Minas Gerais.


Fator Ciro
Se deixar o MEC, Camilo Santana deve tentar voltar ao governo do Ceará, diante da ameaça representada pela pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao projeto de reeleição do petista Elmano de Freitas. O ministro é visto como mais competitivo que o atual governador.


Turismo

Antes da virada do ano, a pasta do Turismo sofreu a última troca até o momento feita por Lula. Celso Sabino, que foi expulso do União Brasil por não respeitar a decisão do partido de deixar o governo, foi substituído por Gustavo Feliciano, indicado por uma parcela da bancada da legenda na Câmara e aliado do presidente da Casa, Hugo Motta. O paraense procura um partido para se candidatar ao Senado.




Crédito imagem: Ricardo Stuckert/PR



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Toni Remigio
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