Capitalismo selvagem: Corretora de planos de saúde amplifica crise da Unimed Oeste do Pará.
Matéria publicada em OESTADONET assegura que ação seria para captar clientes ao Plano São Camilo
De Santarém
O OESTADONET publicou nesta quarta-feira, 08, que a Unimed Oeste do Pará foi punida recentemente pela ANS.
O Portal informa
ainda que a Operadora reclama do uso de informações não oficiais
por empresas e intermediários. “Mas essa intermediação não é
feita diretamente pelo Plano de Saúde São Camilo", diz o
texto.
Estratégia duvidosa
Anúncios pagos
que circulam em perfis de redes sociais na internet e em aplicativos
de mensagens têm chamado a atenção pelo tom alarmista e pela
estratégia de mercado adotada, revela a reportagem.
Segundo
o texto, a Petraseg Corretora está utilizando a crise envolvendo a
Unimed Oeste do Pará como argumento principal para captar novos
clientes, oferecendo planos de saúde vinculados ao Hospital São
Camilo.
“Com frases como ‘Atenção Unimed Santarém
em crise!’ e ‘Não corra o risco de ficar sem plano’, a
campanha patrocinada promete facilidades como carência reduzida,
menor custo, consultoria gratuita e cotação expressa.
Link
Em
seguida, o conteúdo impulsionado direciona o usuário para um link
de atendimento. A reportagem do Portal OESTADONET acessou o serviço
de cotação disponibilizado na página.
Ao entrar no
link, um atendente virtual inicia o contato com uma pergunta direta:
“Você tem plano da Unimed? Voltado apenas para clientes Unimed”.
A partir daí, o sistema conduz o usuário por uma
sequência de perguntas até encaminhá-lo para um atendente humano,
evidenciando que o foco da campanha é justamente captar
beneficiários da operadora.
Apesar
da associação com o Hospital São Camilo nas peças publicitárias,
a intermediação não é feita diretamente pela unidade de saúde,
mas pela própria corretora, devidamente identificada no anúncio.
Ou seja, trata-se de uma estratégia comercial de
captação que se aproveita do momento de incerteza para estimular a
migração de clientes.
Diante
da repercussão, a Unimed Oeste do Pará se manifestou oficialmente
em sua página e alertou para o uso de informações não oficiais
por empresas e intermediários.
Em nota, a operadora
destacou que não há decisão definitiva que determine a
substituição imediata dos contratos vigentes e reforçou que
qualquer decisão deve ser baseada em informações seguras e
provenientes de canais oficiais
.
A cooperativa também orientou os beneficiários a confirmarem a origem das informações recebidas e a terem cautela diante de abordagens que envolvam urgência ou pressão.
Segundo a Unimed, a situação segue em análise administrativa e os atendimentos continuam normalmente.
Entenda
o caso
A atual onda de anúncios ocorre após a publicação,
em 17 de março, da Resolução Operacional nº 3.115 da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que determinou a venda da
carteira de clientes da Unimed Oeste do Pará e suspendeu a
comercialização de novos planos.
A
medida foi assinada pelo diretor-presidente da ANS, Wadih Damous
Filho, e publicada no Diário Oficial da União. No entanto, a
própria resolução estabelece que o prazo para cumprimento só
começa a contar após a notificação formal da operadora, o que,
segundo a Unimed, ainda não ocorreu.
À época, a cooperativa afirmou que foi surpreendida pela decisão e que acionou equipes técnicas e jurídicas para acompanhar o caso. Também reforçou que não houve mudanças na assistência aos beneficiários e que segue em diálogo com os órgãos reguladores.
Crédito ilustração: reprodução de anúncio no Instagram
