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Autismo e saúde pública: Assistência a pessoas com TEA é ampliada no Pará.

Ministério da Saúde habilitou novos Centros Especializados em Reabilitação (CERs) em Augusto Corrêa e Breves

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi celebrado na última quinta-feira, 02. No Pará, o SUS reforça a assistência às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).


Com investimento de mais de R$6,3 milhões, o Ministério da Saúde habilitou novos Centros Especializados em Reabilitação (CERs) nos municípios de Augusto Corrêa e Breves. No município marajoara também será implantada uma oficina ortopédica.


As portarias que formalizam os serviços, assinadas na quinta-feira, se somam às ações de reforço ao diagnóstico precoce, que buscam garantir que cada criança seja identificada, acolhida e tenha acesso ao cuidado adequado.


“Estamos estruturando uma rede cada vez mais preparada para cuidar das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no SUS, desde a identificação precoce na atenção primária até o atendimento especializado, com equipes multidisciplinares”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

"Esse investimento fortalece serviços em todo o país e garante mais qualidade de vida para crianças e suas famílias”, acrescentou.


Ampliação da Rede de Cuidados

Ao todo, com investimento de R$83,3 milhões, o Ministério da Saúde está habilitando 59 novos serviços, que além dos Centros Especializados em Reabilitação (CERs) e Oficinas Ortopédicas, incluem ainda transportes adaptados e incentivo adicional para atendimento a pessoas com autismo.


A expansão da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) alcança 20 estados brasileiros e prevê a implantação de 19 novos Centros Especializados em Reabilitação (tipos II, III e IV), além da ampliação de três unidades com a inclusão de novas modalidades, como auditiva, intelectual, física e visual.

Com isso, o SUS passará a contar com 361 Centros Especializados em Reabilitação (CER) em todo o país, com investimento anual superior a R$1 bilhão.


A medida também garante que 20 novos serviços recebam um incentivo adicional de 20% para o atendimento a pessoas com TEA. Com o reforço, 59 unidades em todo o país passam a contar com esse recurso, que totaliza R$37 milhões por ano.


O investimento total prevê ainda a implantação de duas Oficinas Ortopédicas e a disponibilização de três veículos adaptados, garantindo mais suporte no transporte de pacientes atendidos na rede pública de saúde.


Mais atendimentos especializados

O esforço do Governo do Brasil para ampliar a assistência às pessoas com autismo já apresenta resultados concretos. O SUS registrou um aumento de 84% nos atendimentos a pessoas com TEA, que passaram de 12 milhões em 2022 para mais de 22 milhões em 2025.


O investimento em consultas, exames e internações também acompanhou esse crescimento: em 2022, foram destinados R$119,3 milhões, valor que chegou a R$221,8 milhões em 2025.


TEA: diagnóstico precoce e atenção individualizada

Na linha de cuidado para o TEA no SUS, o Projeto Terapêutico Singular (PTS) orienta a assistência individualizada. A condução e a avaliação ficam a cargo de equipes de referência, sempre com respeito à autonomia das pessoas com autismo e de suas famílias.

O atendimento é construído a partir da realidade de cada paciente, envolvendo profissionais, usuários, familiares e acompanhantes, com foco no estímulo à autonomia, na ampliação de laços sociais e na promoção da participação social e cultural.


O cuidado também garante que profissionais da Atenção Primária realizem o rastreio de sinais em todas as crianças de 16 a 30 meses de idade, como parte da rotina de avaliação do desenvolvimento.

Nesse contexto, o Ministério da Saúde avançou na incorporação do M-CHAT, instrumento de triagem voltado à identificação precoce de sinais de TEA na infância. O questionário do M-CHAT já está disponível na Caderneta Digital da Criança e no prontuário eletrônico e-SUS APS.

De forma inédita, o sistema também passou a contar com uma entrevista de seguimento digital integrada ao prontuário, etapa fundamental para qualificar o rastreio, reduzir resultados falso-positivos e aprimorar o encaminhamento para a rede especializada, responsável por fechar o diagnóstico e tratamento.


A ferramenta permite que o cuidado comece já nos primeiros sinais, mesmo antes da confirmação diagnóstica, garantindo intervenções mais oportunas e eficazes. Desde o início do M-CHAT, em julho de 2025, cerca de 129 mil crianças foram atendidas.


Qualificação da rede e formação profissional

Além da expansão da rede, o Ministério da Saúde tem investido na qualificação dos profissionais e no fortalecimento das práticas assistenciais no SUS.

Como parte dessa estratégia, será disponibilizado aos profissionais de saúde o Guia de Intervenção Precoce, que orienta estímulos e terapias para crianças com sinais de TEA.

O material é baseado em evidências científicas, com foco na identificação precoce, no cuidado oportuno e na organização da rede de atenção.


Na formação e qualificação profissional, destaca-se a parceria com o Instituto Santos Dumont (ISD) para implementar o Programa de Treinamento de Habilidades para Cuidadores (CST), da Organização Mundial da Saúde.

Há também ações de capacitação que já alcançam milhares de profissionais em todo o país, como: 38 mil matriculados em curso sobre a Caderneta da Criança e desenvolvimento infantil; 16 mil profissionais capacitados em desenvolvimento neuropsicomotor; e 70 mil participantes no curso “Cuidados para o Desenvolvimento da Criança (CDC)”, da OMS e do Unicef.

Com informações: Agência Saúde - Ministério da Saúde




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Toni Remigio
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