Em OESTADONET: Santarém lidera avanço de loteamentos para expansão urbana no Pará, segundo IBGE
Essas áreas ainda não estavam ocupadas em 2022, mas já apresentavam características de espaços destinados à expansão urbana. Na prática, o levantamento aponta para possíveis novos vetores de crescimento de Santarém nos próximos anos
De Santarém
Santarém e outros municípios do Oeste do Pará aparecem entre os principais pontos de expansão urbana identificados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil – 2022.
O destaque regional é Santarém, que
registrou o maior aumento de áreas classificadas como loteamentos
vazios no estado entre 2019 e 2022, enquanto Itaituba também aparece
entre os municípios paraenses com maior crescimento desse tipo de
área.
O
estudo mostra que o avanço da urbanização no Pará ocorre de
diferentes formas. Nas grandes cidades, a tendência é de
adensamento e ocupação de áreas já consolidadas.
Já
em municípios médios e pequenos, a expansão acontece
principalmente pela incorporação de novas áreas, sobretudo nas
regiões periféricas e ao longo dos principais eixos de circulação.
Em
todo o Pará, o IBGE identificou pouco mais de 1,9 mil km² de áreas
urbanizadas em 2022.
Desse total, cerca de 1,2 mil km²,
equivalentes a 63,2%, eram áreas urbanizadas densas, enquanto 694,2
km², ou 36,8%, eram classificadas como pouco densas.
O percentual de áreas pouco densas no estado supera significativamente a média brasileira, que é de 25,3%. O Pará também apresenta uma proporção maior de loteamentos vazios: eles representam 7,4% das áreas urbanizadas paraenses, contra 5,7% na média nacional.
Entre os dados que chamam atenção na região Oeste está o desempenho de Santarém. O município apresentou o maior acréscimo de áreas classificadas como loteamentos vazios no Pará entre 2019 e 2022, com aumento de 5,37 km².
Essas áreas ainda não estavam ocupadas em 2022, mas já apresentavam características de espaços destinados à expansão urbana. Na prática, o levantamento aponta para possíveis novos vetores de crescimento de Santarém nos próximos anos.
O resultado coloca o município à frente de cidades como Parauapebas, que registrou acréscimo de 3,93 km², Castanhal, com 3,14 km², Santa Maria das Barreiras, com 2,81 km², e Itaituba, que teve aumento de 2,64 km².
A presença de Santarém entre os municípios com maior expansão de áreas destinadas à futura ocupação reforça o papel do município como um dos principais polos urbanos do interior da Amazônia.
O
levantamento do IBGE também mostra que a expansão urbana paraense
não está restrita à Região Metropolitana de Belém.
Os
núcleos urbanos no entorno de Santarém aparecem entre as áreas de
concentração da urbanização no estado, ao lado de ocupações que
avançam de forma linear acompanhando importantes rodovias, como a
BR-230.
Esse
processo está relacionado às características do território
paraense e à dinâmica econômica e populacional das cidades.
Enquanto áreas metropolitanas tendem a apresentar maior
densificação, municípios do interior podem avançar
horizontalmente, incorporando novas áreas ao tecido urbano.
No Oeste do Pará, essa dinâmica pode ser observada em cidades que funcionam como polos regionais e estão conectadas a importantes eixos rodoviários e econômicos.
Apesar do destaque de Santarém na expansão de loteamentos vazios, os maiores crescimentos horizontais de áreas urbanizadas no Pará ocorreram em outros municípios.
Acará liderou o ranking estadual entre 2019 e 2022, com acréscimo de 15,46 km² de áreas urbanizadas. Na sequência aparecem Barcarena, com 14,47 km²; Benevides, com 13,77 km²; Belém, com 13,05 km²; e Santa Izabel do Pará, com 10,85 km².
A expansão de Acará e Barcarena também ganhou destaque nacional. Os municípios ocuparam, respectivamente, a 14ª e a 17ª posições entre os que mais ampliaram horizontalmente suas áreas urbanizadas no país.
Altamira registrou crescimento de 8,22 km², enquanto Vigia apresentou aumento de 7,76 km².
O IBGE aponta uma forte concentração das áreas urbanizadas do Pará na faixa costeira e em seu entorno. Esse padrão também aparece na Ilha do Marajó, embora com menor intensidade, influenciado pela menor integração aos principais eixos rodoviários e pelo processo histórico de ocupação do território.
Além da Região Metropolitana de Belém, o levantamento destaca justamente os núcleos urbanos no entorno de Santarém e as ocupações que acompanham rodovias como a BR-230.
O estudo também identificou crescimento da urbanização nas ilhas pertencentes a Belém, como Mosqueiro, Caratateua, Cotijuba e Combu, movimento associado, entre outros fatores, ao turismo, à ocupação sazonal e à construção de residências, estabelecimentos comerciais e empreendimentos destinados aos visitantes.
Os dados fazem parte da quarta edição da série Áreas Urbanizadas do Brasil, produzida pelo IBGE. O levantamento permite comparar a evolução da ocupação urbana brasileira e subsidia estudos e políticas relacionadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que trata da construção de cidades e comunidades sustentáveis.
Com
informações: www.oestadonet.com.br
Crédito imagem: IBGE, via OESTADONET
