Vão ter de engolir: Milei conquista vitória “esmagadora", diz The Economist.
Para revista, triunfo dá novo fôlego ao seu “projeto radical” de reformular o país vizinho.
As caras e bocas de enfado, nojinho e decepção; aquele ar de clima de velório já comum nessas ocasiões entre os lulopetistas do canal Globonews, particularmente o tal de Valdo Cruzes, as tchutchucas do PT, Andréia Sadi, Julia Duailibi, Natuza Nery, et al, e os “internacionais” Guga Chacra, Marcelo Fins e Ariel Palácios, nem contam mais.
Praticamente de A a Z na imprensa petista - 98,9% dos jornalistas bananeiros -, se previa uma nova derrota após aquela na Província de Buenos Aires em setembro. Para essa turma, era o fim do governo Milei.
Só que não…
Todavia, para surpresa de ninguém, dado o passado torcedor da tchurma, abertas as urnas e contados os votos dos hermanos, como escreveu a outrora sisuda e atual “liberal-progressista” publicação de origem inglesa, “foi uma vitória esmagadora”.
Aos números
A Liberdade Avança - La Libertad Avanza -, (LLA), partido de Javier Milei, venceu as eleições legislativas na Argentina com quase 41% dos votos contra 31,6% do peronismo. O resultado garantiu à Milei 64 assentos na Câmara dos Deputados contra 46 da oposição. No Senado, o LLA somou 13 eleitos, e o peronismo, 09.
Buenos Aires
A mais significativa das vitórias do LLA se deu na mesma província de Buenos Aires onde o presidente perdera as eleições provinciais por 14 pontos mês passado. Ali, seus opositores peronistas ficaram cerca de nove pontos percentuais (9%) atrás.
Superação
A vitória superou de forma expressiva números de pesquisas e do próprio “mercado”, que apontavam empate ou, em menor escala, uma vitória por margem mínima do presidente anarco-liberal. E roqueiro nas horas vagas.
Grande Argentina
“Hoje passamos por um ponto de inflexão”, disse Milei aos seus eleitores após os resultados na noite de domingo. “Hoje começa a construção de uma grande Argentina”, afirmou o líder.
Com o resultado, ele seguirá dando gás ao seu reformador programa de governo. Segundo a The Economist, agora ele terá a oportunidade de reformular a economia argentina com uma gestão macroeconômica sensata e mercados livres.
Bancada
Ainda segundo a publicação, Milei terá aliados no Parlamento que poderão garantir seus vetos presidenciais, impedindo assim que a oposição imponha gastos duvidosos e derrotas em suas prioridades. “Isso renova a credibilidade de sua impressionante disciplina fiscal. No entanto, o triunfo vem com ressalvas”, diz a matéria.
Na economia, o peso se fortalecerá acentuadamente com a vitória da LLA, mas poderá sofrer novas pressões nos próximos meses.
“Acima de tudo, Milei ainda não tem o número de cadeiras necessário para aprovar leis que resolvam grandes problemas econômicos, como impostos e pensões. Ele está em uma posição forte, mas precisa negociar com habilidade”, diz a revista.
Cortes e menos pobreza
Desde que assumiu o cargo no final de 2023, o governo Milei promoveu cortes de gastos responsáveis pela redução drástica da inflação, com reflexos também na diminuição da pobreza, que caiu acentuadamente.
Aliado
A ajuda de Donald Trump em apoio a moeda, que ameaçava sair da banda de câmbio na qual tinha sido autorizada a flutuar, acabou dando dividendos políticos. Fato. Os EUA disponibilizaram US$ 20 bilhões e também compraram US$1,5 bilhão em pesos argentinos.
Disruptivo
Ao cabo e ao fim, com o resultado das urnas no maior colégio eleitoral do País, a província de Buenos Aires, houve uma mensagem de que, entre escolher o peronismo kirchnerista e Milei, os argentinos optaram pelo presidente “disruptivo”.
Alívio nas bolsas
Como não poderia ser diferente, a reação dos mercados à vitória de Milei foi positiva. “À medida que os resultados foram divulgados, as ações argentinas negociadas no exterior dispararam. Ontem, já na abertura das negociações, o S&P Merval, principal índice acionário da bolsa argentina, disparou 20,26%", destaca Rosean Kennedy em O Estado de S. Paulo.
Wall Street
As ações das companhias do país vizinho listadas em Nova York também acompanharam os ganhos, subindo mais de 40% logo pela manhã. Os papéis da petrolífera YPF subiram outros 25,32% em Nova York.
Bolsa de SP
Por aqui, os BRDs - títulos emitidos no Brasil que representam uma ação de companhia aberta sediada no exterior -, dispararam 33,65%.
Desafios
Para a The Economist, além de acumular reservas para pagar a dívida, o outro grande desafio de Milei agora é a reforma estrutural. Suas prioridades incluem limpar o arcaico sistema tributário do país, liberalizar o mercado de trabalho e, se der, reformular as aposentadorias.
Coalizões
De acordo com a revista, para seguir com suas reformas liberalizantes, Milei demanda de maioria tanto na Câmara quanto no Senado. Com apenas metade dos deputados e o terço do Senado renovados nas eleições, o argentino ainda não tem essa maioria, logo, ele precisa formar coalizões.
Moderação e parceria
Conhecido por espinafrar a classe política, a “casta", Javier Milei tem demonstrado uma mudança - ainda que leve - de postura. Isso se descortina na diminuição de sua retórica agressiva e, como prova de seu pragmatismo, no discurso após a vitória legislativa ele disse entender que precisa de parceiros.
Reformas e empregos
Com vistas agora a se reeleger em 2027, Milei ganhou fôlego para dar continuidade ao seu conjunto de reformas estruturais capazes de impulsionar o crescimento e criar empregos. Como disse a matéria da revista, não há tempo a perder.
Novo cenário
Após a vitória, ele afirmou aos investidores que agora terá mais facilidade para aprovar três reformas prioritárias: a do código penal, a trabalhista e a econômica.
Choro livre
Conquanto o choro permanece livre, junto aos biquinhos, carinhas, boquinhas e muxoxos da turma petista do Globonews, escolhemos reproduzir, direto das redes sociais do libertário Javier Milei, as capas do inglês (como a The Economist), Financial Times de hoje, 28, e do norte-americano The Wall Street Journal, publicado ontem, 27, ambos consagrando a vitória do portenho roqueiro.
Viva la libertad, carajo! Milei neles!
