Unidade de conservação mais desmatada da Amazônia será recuperada
A Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, unidade de conservação mais desmatada da Amazônia Legal, no Pará, será recuperada por um mecanismo do governo do Estado. Segundo o jornal Estadão, o governo lançou um novo modelo de concessão florestal para recuperar parte de uma área protegida convertida em pasto.
A iniciativa será viabilizada pela venda de créditos de carbono e promete gerar emprego e renda para a população local. O Triunfo do Xingu, segundo dados do jornal, já havia perdido 48% da cobertura florestal original. A devastação se deve à grilagem de terra, ao avanço da pecuária, à extração de madeira ilegal e, mais recentemente, ao fogo.
A concessão de parte da reserva à iniciativa privada para reflorestamento, permitindo exploração de créditos de carbono e manejo sustentável das espécies foi uma resposta à grilagem e ao desmatamento ilegal.
A parcela destinada ao projeto ganhou o nome de Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX) e foi concedida em março à empresa Systemica, que atua na região desde 2022, à frente de outro projeto de conservação. Com prazo de até 40 anos, o projeto prevê recuperar 10,2 mil hectares de floresta (10 mil campos de futebol).
O jornal afirma que estima-se que a restauração deve capturar 3,7 milhões de toneladas de carbono, o que permite a venda de créditos.
Conforme a Secretaria de Meio Ambiente do Pará, a escolha do território como “piloto” foi baseada em critérios técnicos: alto grau de degradação, riscos de continuidade da perda florestal, viabilidade de restauração e importância ecológica da reserva.
Após a assinatura do contrato, que deve ocorrer até o fim de junho, a concessionária tem prazo de 12 meses para apresentar um plano de restauração ao órgão responsável, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio).
Créditos da imagem: Semas/PA.
