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Um estado de espírito chamado Outubro

Em todos os anos, é assim. Um frenesi invade Belém. Meio, assim, como os antigos periquitos do CAN ( in memorian) a nos avisar que outubro chegou. 

Até no trabalho as pessoas ficam mais barulhentas, expansivas. Sabe a moça que vive com ranço de tudo e de todos? Acabou de sorrir pra mim ? Meio Monalisa, mas sorriu. É a magia de outubro! 

O mês do Círio de Nossa Senhora de Nazaré exala poesia. E para quem tem a sorte de morar, e ainda trabalhar, na Cidade Velha, é como se a Nazinha nos abraçasse a cada esquina, cada sino badalado da Igreja da Sé. 

Que privilégio ser paraense e devoto de Nossa Senhora neste mês diferenciado. Todos os sentidos são apurados e nos fazem sentir uma espécie de bênção. No cheiro da maniçoba que invade as casas, no barulho dos periquitos que resistem,  no “roc roc” dos tradicionais ratinhos de brinquedo, puxados por um fio, no sabor do tucupi que faz morada na imaginação. Pelo menos comigo, é assim. Todo final de tarde de outubro, desejo, ardentemente, um tacacá?

Outubro é também o mês das crianças, em toda sua inocência e peraltices, das bruxas em suas magias, e é, acima de tudo, um mês essencialmente feminino. Cor de rosa, para lembrar a importância de prevenção ao câncer de mama. Mês das Marias. Da Maria de Nazaré, a mãe dos paraenses. Independente de religião.

Que Outubro seja doce, leve e cheio de boas histórias para eternizar. Viva Nossa Senhora de Nazaré!?





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Toni Remigio
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