UE flexibiliza leis do uso de pesticida e adia acordo com Mercosul
A União Europeia está com a proposta de relaxar as normas de uso e liberação de pesticidas no continente, fator que adiou o acordo com o Mercosul.
Segundo a Folha de S. Paulo, a articulação está causando alertas em ambientalistas, que percebem um desmonte generalizado da legislação ambiental do continente em favor de interesses corporativos.
O aspecto marcante da proposta é uma flexibilização do rito de aprovação e autorização de agrotóxicos, que abandonaria a lógica de prazo determinado: a liberação de pesticidas, atualmente, é reavaliada regularmente à luz de novas evidências científicas sobre o impacto dos produtos na saúde e no meio ambiente.
O uso de pesticidas é um dos motivos de impasse no acordo União Europeia-Mercosul, o que vêm perdendo força na discussão.
Sem relação direta com o Mercosul, o cardápio de retrocessos ambientais europeus teve outro ponto alto nesta semana quando a Comissão Europeia confirmou os planos de recuar no banimento de veículos com motores a combustão a partir de 2035.
As contradições, porém, não diminuem as críticas ao acordo com os países do Sul, considerado um retrocesso ambiental pela comunidade europeia.
Segundo a Folha, a pedido da Itália, a negociação do acordo UE-Mercosul, que prometia acabar nesta semana após 26 anos, foi estendida para janeiro. Não está claro se o prazo será suficiente para vencer as resistências que, discursos à parte, têm raízes políticas.
Créditos da imagem: Presidência da República.
