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Quem será o primeiro tetra brasileiro da Libertadores?

Meu fascínio pela Libertadores é por motivos óbvios. Podem se passar mil vidas, mil decepções com o Paysandu, mas jamais esquecerei aquela vitória bicolor contra o Boca, em plena Bombonera. Fazer história no mundo do futebol é para poucos. E foi lá, na Libertadores da América, que um time da Amazônia mostrou à América a que veio.  

Assistir a jogos pela “Liberta” me faz sentir viva, evoca as memórias mais doces e felizes, posso sentir o cheirinho do meu pai contando os feitos do “Bicola”,  enquanto as partidas acontecem ?

Além das memórias afetivas, o entretenimento de qualidade. O futebol sul-americano é passional, chuteiras sangrando em busca do gol, catimba, visceralidade em passos metafóricos de tango pelos gramados. 

Três títulos pra cá, três títulos pra lá. E agora? Quem será o primeiro tetra brasileiro da Libertadores? 

Flamengo e Palmeiras trazem os dois elencos mais fortes e vencedores do continente. A rivalidade alimentada pelos dois clubes nos últimos anos é também financeira e política. 

O jogo deste sábado traz o peso de uma das maiores decisões da história da Libertadores. Rivalizando, em charme e potência, com o Santos x Boca, de 1963, e o Boca x River, em 2018. Agora, os times mais ricos e vitoriosos do Brasil duelam por uma quarta taça da Libertadores. Aquela que irá trazer, em letras invisíveis, a frase: “ O melhor time brasileiro em 2025”

Apostar no futuro campeão é tarefa inglória. Flamengo vive um momento melhor, e Filipe Luís traz o carisma predestinado de quem quer escrever seu nome na história do Flamengo, como treinador. 

Do outro lado, temos um Palmeiras abalado pela sequência de cinco jogos sem vitória, mas com a estrela do técnico Abel Ferreira em jogos decisivos, e a liderança contagiante e diferenciada de Leila Pereira nos bastidores.  

Leila, a dama de ferro do futebol brasileiro, vem dando aulas diárias, de gestão de futebol e de pessoas, a cartolas obsoletos e técnicos falastrões. 

O tricolor Nelson Rodrigues, maior cronista esportivo de todos os tempos, já ousou afirmando: “Todo brasileiro, vivo ou morto, já foi Flamengo por um instante ou por um dia”  

Perdão, Mestre Nelson, mas nunca me rendi ao senso comum, ao oba-oba da galera. Com todo respeito à nação rubro-negra, não subestimemos os desígnios dos deuses da bola. 

A única certeza é a de que, neste sábado, o país irá parar diante da TV.  E um delicioso grito de “É tetraaaa” ecoará tão alto quanto em 1994, no inesquecível quarto título mundial da Seleção. A conferir.




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Toni Remigio
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