Quem paga melhor? IBGE divulga salário médio por estados no Brasil.
Distrito Federal lidera e nível superior triplica remuneração. Rio de Janeiro aparece na 2ª colocação, seguido de perto por São Paulo, em 3º lugar
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (25), o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) com base em dados consolidados.
O
levantamento aponta o Distrito Federal como a unidade federativa com
a maior média salarial do país, registrando uma remuneração média
de R$ 6.845,13.
O
valor pago no DF supera em cerca de R$ 2,9 mil a média nacional, que
ficou estabelecida em R$ 3.932,45.
No topo do ranking das
maiores remunerações estaduais, o Rio de Janeiro aparece na segunda
colocação, com média de R$ 4.501,35, seguido de perto pelo estado
de São Paulo, em terceiro lugar, com rendimento médio de R$
4.423,04.
O
estudo revelou ainda que o Brasil registrou cerca de 10,6 milhões de
empresas e organizações formais ativas, apresentando um crescimento
de 5,8%.
Desse total de corporações, 93% são de
pequeno porte, abrigando até nove funcionários. Ao todo, o mercado
formal empregou 68 milhões de pessoas, sendo 54 milhões na condição
de assalariadas.
Seis
dos dez setores que mais empregam pagam abaixo da média
A
pesquisa do IBGE detalhou o comportamento de 20 atividades econômicas
e acendeu o alerta para os setores de grande absorção de mão de
obra.
Os dez segmentos que mais geram postos de trabalho
concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores (mais de 90% do
total do país), porém seis deles pagam salários inferiores à
média nacional de R$ 3.932,45.
Comércio e reparação
de veículos:
É o maior empregador nacional, concentrando
quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total), mas
oferece uma média mensal de apenas R$ 2.797,83.
Serviços
administrativos e complementares:
Reúne mais de 5,7
milhões de assalariados (10,6% do total) com rendimento médio de R$
2.392,97.
Alojamento e alimentação:
Registrou
a menor remuneração entre os grandes empregadores, com média de R$
2.080,17 por mês.
Em
contrapartida, os setores que concentram menos de 3% dos
trabalhadores formais detêm os maiores salários.
A
liderança absoluta fica com as organizações e organismos
internacionais extraterritoriais, que respondem por 0,1% dos
assalariados e pagam média de R$ 9.678,61.
Na sequência,
aparecem os ramos de eletricidade e gás (R$ 8.539,07) e o setor
financeiro e de seguros (R$ 8.430,55).
Escolaridade
aumenta ganhos em R$ 5 mil; Diferença de gênero persiste
O
impacto da educação formal no contracheque do trabalhador continua
sendo um dos fatores de maior disparidade no país.
O
relatório comprova que profissionais com nível superior recebem, em
média, R$ 5 mil a mais do que aqueles que possuem formação até o
ensino médio.
Enquanto
a remuneração média de quem possui diploma universitário atinge
R$ 7.776,59, o trabalhador sem graduação recebe cerca de R$
2.742,41.
Na prática, ter ensino superior completo
significa ganhar quase três vezes mais, embora esse grupo represente
apenas 23,6% dos assalariados no Brasil.
O
recorte por gênero também expõe desigualdades na divisão salarial
e na ocupação das vagas. Os homens receberam salários, em média,
16,6% maiores do que as mulheres.
O rendimento médio
deles ficou fixado em R$ 4.206,00, enquanto o valor recebido por elas
foi de R$ 3.608,04.
Além disso, a ala masculina segue
como maioria no mercado formal, respondendo por 29,3 milhões dos
postos assalariados do país.
Com
informações: G1
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