Precisamos falar sobre Claudinei Oliveira
É, amigos, preciso aproveitar essa boa maré bicolor para voltar a escrever sobre o Paysandu sem chorar pitangas. Nem lembrava mais o que é assistir aos jogos sem o desgosto me atormentar. Para brindar esse reencontro com a alegria e esperança, eu poderia escrever sobre Garcez, o melhor achado da diretoria bicolor nos últimos tempos. Poderia ainda falar sobre Diogo Oliveira, o atacante gigante que decola fazendo gols de cabeça e começou a virar candidato a xodó da torcida depois do gol da vitória no último RexPa. Mas precisamos falar sobre Claudinei Oliveira. O ex-goleiro que passou por aqui em 2003, jogando por Remo e Tuna. E que neste ano, chegou do Londrina para virar a chave na Curuzu, como treinador.
Em 7 jogos, Claudinei conseguiu 4 vitórias e 3 empates. Com humildade e simplicidade , fez o Paysandu jogar de forma objetiva, impetuosa e eficiente. Dentro ou fora de casa, o time atua sem medo.
O que salta aos olhos é perceber que a lentidão da equipe que era treinada por Luizinho Lopes ficou pra trás. Claudinei fez o Bicola tocar a bola simplificando as jogadas, quebrando as linhas e usando estratégias efetivas.
O ex-goleiro é do tipo “boleirão”, com diálogo direto, que fala a língua dos jogadores e passa confiança.
Agora é esperar que o time continue crescendo junto com com ele nesses 50% restantes do campeonato. E, quem sabe, confirmar, pelo terceiro ano seguido, que um técnico pode ser decisivo e mudar a história. Foi assim com Hélio dos Anjos em 2023, e com Márcio Fernandes em 2024. Quem viver, verá. Ou não.
