Petrobras prevê três novas perfurações na Bacia da Foz do Amazonas em 2027
Novas perfurações estão previstas para 2027 no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá, após autorização do Ibama para ampliar a campanha exploratória da estatal.
A Petrobras deve enviar uma nova sonda de perfuração para a Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá, em janeiro de 2027. O equipamento será utilizado na abertura de três novos poços exploratórios no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial.
A informação foi confirmada pela diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, em entrevista à Reuters. A companhia recebeu autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para ampliar a campanha exploratória na região.
Os novos poços são Manga, Crotalus e Morpho Extensão. A Petrobras pretende utilizá-los para obter mais informações sobre as características do reservatório e avaliar se a descoberta de hidrocarbonetos identificada na região apresenta condições para exploração comercial.
Campanha começa após conclusão do Morpho
Antes do início das novas perfurações, a Petrobras deve concluir o trabalho no poço Morpho, que está em atividade no mesmo bloco. A presença de hidrocarbonetos no poço foi anunciada pela estatal em agosto.
O Morpho está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Oiapoque, no Amapá, e a quase 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas.
A expectativa da empresa é que os três novos poços sejam perfurados de forma sequencial ao longo de 2027. A escolha da sonda que realizará os trabalhos ainda está relacionada ao planejamento operacional da companhia.
Autorização do Ibama
A autorização para os novos poços foi concedida pelo Ibama em setembro, por meio da alteração da licença de operação do bloco FZA-M-59. A medida permitiu a inclusão das três perfurações na campanha exploratória.
A ampliação da atividade ocorre em uma área considerada estratégica pela Petrobras para a exploração da Margem Equatorial. Ao mesmo tempo, o projeto é acompanhado por órgãos ambientais e pelo Ministério Público Federal, que já solicitou esclarecimentos sobre os impactos ambientais e a ampliação da campanha.
Em agosto, o MPF questionou o Ibama sobre a inclusão dos três novos poços em uma licença que inicialmente previa apenas a perfuração do Morpho. O órgão apontou a necessidade de avaliar possíveis impactos cumulativos das atividades na região.
A perfuração dos novos poços terá como objetivo principal ampliar o conhecimento sobre a área. A autorização para perfurar não representa, por si só, autorização para produção comercial de petróleo. A eventual exploração dependerá dos resultados obtidos durante a campanha e das etapas posteriores de avaliação e licenciamento.
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