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Pará cria rede de afrotecas para educação antirracista

Você conhece uma afroteca? Imagine um espaço que mistura uma brinquedoteca com biblioteca, e com foco na valorização étnico-racial e no enfrentamento ao racismo, em especial na primeira infância.


Essas são as afrotecas, espaços que estão ganhando o estado do Pará, e cultivando uma infância que valorize a questão étnico-racial.


Segundo o jornal Folha de S. Paulo, são 11 afrotecas distribuídas em cinco municípios no interior do Pará. A iniciativa nasceu como um projeto do Grupo de Pesquisa em Literatura, História e Cultura Africana, Afro-brasileira, Afro-Amazônica e Quilombola (Afroliq) da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) e se expandiu com o apoio do Ministério da Igualdade Racial.


O jornal destacou que 1.843 crianças são atendidas hoje pelo programa antirracista.


Os espaços podem acontecer em escolas, universidades e comunidades quilombolas, ou até mesmo de forma itinerante, como é o caso de Santarém.


O contato com literatura negra, conversas sobre a questão racial, brinquedos com cor de pele negra, entre outras atividades desenvolvem maior autoestima, reconhecimento e pertencimento às crianças pretas atendidas pelo projeto.


As afrotecas são  importante estratégia de promoção da cultura e da identidade afro-brasileira no ambiente educacional do Norte do país.


A Afroteca Curumim, primeira instalada dentro de uma universidade no Brasil, tornou-se peça central da política de permanência estudantil na Ufopa. O espaço atende de forma prioritária filhos de alunas indígenas, quilombolas e negras da universidade.


Créditos da imagem: Divulgação.




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Toni Remigio
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