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Pai de Vorcaro cita Deus em pedido de liberdade e afirma que era rejeitado pelo filho

Em carta ao ministro André Mendonça, Henrique Vorcaro afirma não ter envolvimento nos negócios do filho, relata problemas de saúde e pede para responder ao processo em liberdade.

Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e fundador do Grupo Multipar, pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a revogação da prisão preventiva que cumpre desde maio. O pedido foi apresentado em uma carta enviada ao magistrado na segunda-feira (21), na qual Henrique também afirma ser inocente e relata problemas de saúde.

A prisão foi determinada por Mendonça no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas relacionadas ao Banco Master e às atividades empresariais de Daniel Vorcaro. Na correspondência, Henrique afirma enfrentar dores na cabeça e na nuca, picos de pressão e dores abdominais que atribui a uma crise de diverticulite.

Segundo o empresário, as condições no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem (MG), dificultam o acesso a atendimento médico. Ele também afirma estar utilizando medicamentos durante o período de detenção. As informações constam da carta apresentada ao ministro.

Henrique tenta se desvincular dos negócios do filho

Na tentativa de contestar a manutenção da prisão, Henrique Vorcaro afirmou que não participava dos negócios de Daniel. Segundo ele, o filho não compartilhava informações sobre o banco ou outras atividades empresariais.

Na carta, Henrique declarou que Daniel “não tratava nada de banco ou de negócios dele comigo” e afirmou ainda que “até me rejeitava”. A declaração foi usada pelo empresário para sustentar que não tinha envolvimento com as atividades atribuídas ao filho.

A investigação, porém, aponta Henrique como integrante de um grupo ligado a Daniel Vorcaro. Ele nega envolvimento em ilícitos.

Apelo religioso

Em outro trecho da carta, Henrique fez um apelo de cunho religioso diretamente a André Mendonça. O empresário afirmou que esperava que o ministro analisasse sua situação e concluísse que houve um erro na decisão que determinou sua prisão.

O pedido também foi direcionado aos demais ministros do Supremo. Henrique classificou a manutenção da prisão como uma injustiça e defendeu o direito de responder ao processo em liberdade.

A defesa de Henrique já havia recorrido ao STF para contestar a prisão preventiva. Entre os argumentos apresentados está a alegação de que ele permanece detido há mais de 90 dias sem uma nova análise sobre a necessidade da medida.

O caso está relacionado às investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas ao grupo empresarial.



Crédito imagem: Reprodução




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Toni Remigio
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