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Os Paulos que fizeram a diferença no Fluminense e Paysandu

Escrevo este texto sem saber o resultado de Fluminense x Al-Hilal. Mas hoje não quero saber de futebol enquanto jogo. Quero falar de histórias de vida por trás de dois jogadores. Ambos vestiram a camisa tricolor, conquistaram títulos e depois, jogaram no Paysandu Sport Clube. Em comum entre eles, estão minhas duas escolhas futebolísticas.

Pelo time carioca, tenho um forte envolvimento afetivo. Me arrepio com o hino, o qual considero o mais lindo do Brasil, junto com o do América. Me inebria aquele grená inconfundível da camisa tricolor. Um vermelho único. Visceral. Poético. Já o Paysandu, todos sabem, é minha paixão genuína. 

Pois bem, senhores, neste domingo quero falar, primeiramente, de Paulo Anchieta Goulart Filho: o goleiro Paulo Goulart, que brilhou no final dos anos 70 e início dos 80, no Flu.

Embora não fosse alto para a posição (1,79m), era extremamente seguro nas bolas aéreas. Tinha talento e vigor para a posição, destacando-se ao longo da carreira como grande pegador de pênaltis. Craques como Zico, Roberto Dinamite e Nelinho, que o digam. Todos tiveram pênaltis defendidos por Paulo Goulart.

Na final do 1° turno do Campeonato Carioca de 1980, pegou 2 cobranças (Dudu e Orlando), sendo imprescindível na conquista do turno e, posteriormente, do Campeonato Estadual.

Paulo Goulart foi emprestado em 83, defendendo Marília-SP e Ceará. Retornou ao clube em 1984, sagrando-se campeão carioca, brasileiro e do Torneio de Seul. Em 86, vestiu a camisa do Paysandu.

O outro Paulo, goleiro, que também fez nome no Fluminense e depois vestiu a camisa do Paysandu, foi o paraense Paulo Victor.  Ele atuou tanto no Paysandu quanto no Remo. Mas, antes, marcou suas mãos na calçada da fama dos maiores goleiros da história do Flu. Foi campeão brasileiro em 84, tri carioca (83,84 e 85) e foi o segundo goleiro que mais defendeu o clube, atrás apenas de Castilho. 

No futebol paraense, Paulo Victor foi o goleiro do Remo naquele golaço do meio de campo, feito pelo atacante Mendonça, do Paysandu, em 1992. Um dos gols mais bonitos da história do Mangueirão. 

E pensar que alguns vários torcedores do Paysandu se queixam da falta de sorte que o time costuma ter com os goleiros ( ao contrario do rival, Clube do Remo) Em compensação, o Papão da Curuzu teve o privilégio de contar com dois dos maiores goleiros da história do clube mais antigo e tradicional do Rio de Janeiro. 

Paysandu e Fluminense, definitivamente, se assemelham na pujança e beleza de suas histórias. Que sorte a minha.

Agradecimentos ao perfil @fluminensepitorescoedramatico, pelas informações.




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Toni Remigio
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