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O tarifaço de Trump ou quem perde é o Brasil

Enquanto governo e oposição se culpam, além deste último grupo responsabilizar os seus inimigos do STF, o país é o grande perdedor. Como quase sempre.

 “A perversão da monarquia é a tirania; 
a perversão da aristocracia é a oligarquia; 
a perversão da democracia é a demagogia”
Aristóteles


Com as idas e vindas do atual ocupante da Casa Branca, Donald J. Trump, ainda não se sabe até quando o seu “ato executivo” irá durar. No momento da publicação desta coluna, a medida entra em vigor a partir de 1º de agosto próximo.

Enquanto Lula esbraveja, bolsonaristas o responsabilizam, o ex-presidente faz seus cálculos políticos, jornalistas, assessores de imprensa, editorialistas, o mundo e todos nós emitimos as nossas opiniões, os alvos do dano, os grandes perdedores são axiomáticos: o Brasil e o seu povo.

É óbvio que enquanto o governo faz o seu proselitismo, atiça a militância, programa seus “robôs” na imprensa e aqueles propriamente ditos da seara digital que dançam no ritmo dos algoritmos das redes sociais de cada dia e preferência, o Bananão - seus patrícios - são os que sentem a porrada na cara. Na cara e no bolso, pois, pior que a humilhação mundial, é a que dói diminuindo os parcos recursos do brasileiro comum.

Um admirador da História dos EUA como este que vos fala; dos seus fundadores, da Constituição, instituições, Partido Republicano e do seu povo, assiste neste momento um presidente na era do mundo caótico, no último ano do primeiro quarto do século XXI, dominar mental e politicamente o grande partido e conspirar contra as próprias tradições democráticas e diplomáticas da grande nação.

Para além das ameaças de análise prévia de redes sociais com vistas a imigração turística, comercial, pessoal ou acadêmica de brasileiros que almejam ir ou retornar aos EUA, ou seja, do risco que este jornalista de Província corre, a decisão de Trump é um ultraje às relações bilaterais e históricas entre dois dos três maiores países do continente americano, sendo um deles o maior da parte sul continental. 

Três demagogos e uma Corte em cheque

Não precisa ser um doutor em Ciências Sociais com pedigree de Harvard ou o melhor repórter investigativo de política do The New York Times para saber quem é e os métodos de Donald Trump. 

Não demanda ser um Bolívar Lamounier ou Celso Lafer para conhecer amiúde o Macunaíma que mora em Lula, sua velhice moral e intelectual, tampouco da possibilidade de fazer do voluntarismo de Trump uma escada rumo à inflexão da sua medíocre terceira gestão na direção de uma cada vez mais hipotética recuperação e avaliação positiva.

Também não cumpre ter de tratar-se de um conservador raiz e com o estofo intelectual e liberal na economia tal qual um Luiz Felipe d’Ávila, a ponto de conhecer a alma política e aquilo que fizera nos verões passados o senhor Jair Messias Bolsonaro.

É quase uma lição de alfabetização olhar empiricamente para as personas políticas e públicas dos três e concluir que todos tratam-se de frutos da perversão democrática aristotélica: cada um à sua maneira são espécimes acabadas de três demagogos.

Do outro lado da Praça dos Três Poderes, na capital federal, Brasília, ocupam cadeiras juízes odiados por quase dois terços da população adulta do país, à frente um sujeito de viés autoritário como Alexandre de Moraes, um magistrado polêmico chamado Gilmar Mendes, um anulador de penas da plutocracia denominado Dias Toffoli, entre outros menos votados no imaginário popular.

O Brasil não está nada bem, o mundo vai de mal a pior e a democracia segue mais ameaçada que nunca.

Enquanto os parlamentares da outra casa do poder democrático, a legislativa, fazem suas pirotecnias em cima de uma casta de privilégios acusando-se mutuamente uns aos outros, num tempo em que adversários viraram inimigos, gente séria faz conta, outro tanto calcula os prejuízos, uma parte lucra e se atiça com a desgraça alheia, o povo sangra, perde emprego e são fechados postos de trabalho.   

Em meio a tantos rumores e dissabores, nos resta esperar que as instituições americanas permaneçam funcionando e, em novembro de 2028, sem guerra mundial até lá, seus concidadãos elejam um novo governante e aqueles que como este que vos fala possamos voltar a curtir as maravilhas daquela nação amiga construída por um povo admirável ao longo de quase 250 anos.

E até lá, que o Brasil tenha se livrado de péssimos exemplos e governantes. 

E que o novo Parlamento mude a Constituição estipulando limites como mandatos nas cortes de justiça, acabando com essa ditadura da toga e da tirania levada ao paroxismo pelo senhor Alexandre de Moraes. 

Basta.







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Toni Remigio
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