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Nova derrota: Congresso derruba veto de Lula e redução de pena de Bolsonaro fica mais próxima.

318 deputados votaram a favor da derrubada do veto e 144, contra. Enquanto 49 senadores foram pela rejeição e outros 24, optaram por mantê-los

Depois da queda, o coice. Na tarde seguinte à rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, o governo Lula soma mais uma derrota no Congresso Nacional. Naturalmente que o que estava ruim, piorou.


Desta feita, nesta quinta-feira, 30, os parlamentares derrubaram o veto do presidente à redução das penas dos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro de 2023.


“Na prática, o Congresso manteve aprovado um projeto de lei que reduz as penas dos condenados. Conhecido como PL da Dosimetria, o projeto beneficia também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente cumpre pena em casa por motivo de saúde”, diz o serviço brasileiro da BBC em seu site.


Relembre
O projeto havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em dezembro. Mas, ao ser enviado para a sanção de Lula, foi vetado integralmente.


Hoje, os congressistas reverteram o veto de Lula, mantendo a decisão anterior do Congresso. “Mas para isso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recorreu a uma manobra para desmembrar os vetos”, esclarece a reportagem da estatal inglesa em Brasília. 


Como o projeto foi integralmente vetado por Lula, o que estava em votação agora era a derrubada do veto. Ocorre que uma parte do texto previa o afrouxamento da pena também para condenados por crimes como feminicídio e crimes hediondos, inclusive cometidos por facções criminosas.


Anti-facção
Isso contraria o PT anti facção, aprovado pela Câmara no fim do ano passado e que endurece o combate a organizações criminosas. 


Daí o presidente do Senado, Davi Alcolumbre ter usado de uma manobra regimental para retirar essa parte do texto, mantendo o veto de Lula a ela. O restante teve o veto derrubado, ou seja, manteve a aprovação do Congresso.


Dentre os deputados, 318 votaram a favor da derrubada do veto e 144 votaram contra. E 49 senadores votaram pela rejeição enquanto outros 24, para mantê-los. 


"Eu e a imensa maioria do Congresso acreditamos que as penas são excessivas. Não dá para punir a pessoa que fez um pix (para financiar o ato) com 14 anos de prisão", afirmou à BBC o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Ele disse ainda que ninguém será anistiado.


Alteração
“A principal alteração do projeto é o fim da somatória das penas pelos crimes de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, beneficiando condenados do 8 de Janeiro, porque diminuiria o total das penas às quais eles foram sentenciados”, diz a matéria da BBC News Brasil.




Saiba mais em: https://www.bbc.com/portuguese




Com informações: BBC News Brasil
Crédito imagem: Agência Senado






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Toni Remigio
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