No OESTADONET: UFOPA lidera em parceria com INPE pesquisas na Amazônia em rede internacional financiada pela Agência Espacial Europeia
Entre as ações já executadas pelo projeto na região, destacam-se as 55 horas de sobrevoo da aeronave britânica Twin Otter, pertencente ao British Antarctic Survey
A
participação da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) em
uma das principais redes internacionais de pesquisa climática
voltadas à Amazônia ganhou destaque durante a apresentação
oficial dos primeiros resultados do projeto Carbon Amazon Research
Activity (CarbonARA-Brazil), em abril deste ano.
Coordenada
pelo King’s College London, com financiamento da Agência Espacial
Europeia (ESA) e parceria do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe), a iniciativa reúne cientistas do Brasil e da
Europa para investigar os impactos das mudanças climáticas e das
queimadas sobre os ecossistemas amazônicos.
A UFOPA ocupa posição estratégica no projeto por ser atualmente a única universidade da Amazônia integrante da rede internacional de pesquisa. O protagonismo institucional da universidade foi um dos principais pontos destacados durante o encontro virtual, que reuniu representantes de instituições científicas do Brasil, Itália, Bélgica e Reino Unido.
“O
bioma amazônico exerce influência decisiva no ciclo global do
carbono, e iniciativas como o CarbonARA fortalecem tanto o avanço
científico quanto a presença institucional da região nas pesquisas
internacionais”, ressaltou a vice-reitora Solange Ximenes.
O projeto CarbonARA-Brazil busca aprofundar o entendimento sobre como a Amazônia responde às mudanças climáticas e às transformações no uso da terra. Para isso, integra diferentes frentes de monitoramento científico, como sensores terrestres, torres florestais, campanhas aéreas e imagens de satélite.
De acordo com o professor Júlio Tota, a primeira campanha científica em Santarém possibilitou unir medições atmosféricas, observações terrestres e dados de satélite em diferentes ecossistemas amazônicos.
“O objetivo é reduzir as incertezas sobre o papel da Amazônia no balanço global de carbono e compreender como a floresta reage às mudanças climáticas e às alterações provocadas pela ação humana”, explicou o pesquisador.
Novas campanhas científicas já estão previstas para 2026 e 2027, reforçando a cooperação internacional e consolidando Santarém como área estratégica para pesquisas climáticas globais.
Entre as ações já executadas pelo projeto na região, destacam-se as 55 horas de sobrevoo da aeronave britânica Twin Otter, pertencente ao British Antarctic Survey. As operações ocorreram entre setembro e outubro de 2025 sobre a Floresta Nacional do Tapajós e a Fazenda Experimental da UFOPA.
Outra
iniciativa relevante foi a instalação de uma torre
micrometeorológica de 40 metros de altura na Fazenda Experimental.
Essas estruturas são consideradas fundamentais para
pesquisas sobre mudanças climáticas, permitindo monitorar os
efeitos das atividades humanas e aprimorar modelos climáticos
utilizados em ecossistemas como Amazônia, Cerrado e Pantanal.
Além da produção científica, o CarbonARA-Brazil também tem contribuído para a formação de estudantes e pesquisadores da região amazônica, fortalecendo a capacidade científica e tecnológica da Ufopa em redes internacionais de pesquisa sobre clima e meio ambiente.
Com
informações: OESTADONET
Crédito imagem: Divulgação/UFOPA
