No Datafolha: Lula tem 47 e Flávio Bolsonaro, 43 por cento, em cenário de segundo turno.
Nova rodada da pesquisa Datafolha não captou o efeito do escândalo envolvendo o líder do governo Lula no esquema do Banco Master
O presidente Lula manteve o porcentual de 47% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que preservou os 43%.
Os dados são da
pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 20. No levantamento
anterior, divulgado no dia 22 de maio, Lula tinha os mesmos 47%,
contra os 43% de Flávio.
O
levantamento divulgado neste sábado começou a ser feito na
quarta-feira, 17, antes da operação que atingiu o líder do governo
no Senado, Jaques Wagner, acusado de receber propina de Augusto Lima,
ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. As entrevistas
continuaram na quinta, dia em que a operação foi deflagrada
1º
turno
De
acordo com o levantamento, no cenário estimulado de primeiro turno,
Lula tem 41% e Flávio Bolsonaro 31%.
Já os demais
candidatos aparecem com: Ronaldo Caiado (3%), Renan Santos (3%),
Aécio Neves (2%), Augusto Cury (2%), Romeu Zema (2%), Samara Martins
(2%), Cabo Daciolo (1%), Joaquim Barbosa (1%), Rui Costa Pimenta
(1%).
No
levantamento anterior, o petista tinha 40%, contra 31% de Flávio
Bolsonaro. Já Ronaldo Caiado tinha 4%, Romeu Zema, Renan Santos e
Samara Martins somavam 3%.
Augusto Cury tinha 2%, Aldo
Rebelo, Cabo Daciolo e Rui Pimenta tinham 1%. Já Hertz Dias (PSTU)
não havia pontuado.
O
Datafolha entrevistou 2.004 pessoas presencialmente em 139 cidades. A
margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos
e o nível de confiança, 95%.
A pesquisa custou R$ 307
mil e foi contratada pelo jornal Folha de S. Paulo. O levantamento
foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo
BR-09956/2026.
Ampla
maioria dos eleitores é indiferente ao apoio de Trump a candidatos
Outro
retrato captado pela pesquisa Datafolha é o impacto do eventual
apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a algum dos
candidatos que disputam a Presidência no Brasil.
Para
65% dos entrevistados, o apoio do chefe de Estado americano não
faria diferença na escolhe de quem votar em outubro.
Em
contrapartida, 17% afirma que o apoio de Trump aumentaria a propensão
a votar em algum dos candidatos, enquanto que 15% dizem que
diminuiria a vontade de votar em um candidato que fosse apoiado por
ele.
Trump
tem feito gestos de apoio a Flávio Bolsonaro (PL), embora não tenha
declarado publicamente sua predileção pelo candidato da família
Bolsonaro.
O presidente americano alterna entre momentos
de ataque ao governo Lula e falas de afirmação do petista, como o
elogio ao seu “dinamismo” e a referência uma “quimíca”
entre os dois.
No
início do mês, Trump publicou uma foto ao lado de Flávio na Casa
Branca, onde se reuniram. “Um jovem inteligente que ama muito o seu
país, o Brasil”, disse o presidente dos EUA.
Já
em relação a Lula, a declaração mais recente foi de ataque. Trump
chamou o petista de “volátil” e disse que “não se importa”
com o presidente do Brasil.
Rejeição
de Flávio supera a de Lula
O
Datafolha mostrou um crescimento na rejeição de Flávio e uma leve
queda na de Lula. O candidato do PL é rejeitado por 48% dos
eleitores.
Já o petista conta com 46% dos entrevistados
afirmando que não votariam nele.
O
deputado federal Aécio Neves (PSDB) é rejeitado por 23% dos
eleitores. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), por
17%.
Já o ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza)
possui 14% de rejeição, mesmo índice registrado pelo ex-governador
de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).
O
empresário Renan Santos (Missão) e o jornalista Rui Costa Pimenta
(PCO) possuem 12% de rejeição, cada.
O ex-ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) aparece com 10%.
A ativista Samara Marins (UP) é rejeitada por 10%.
O
escritor Augusto Cury (Avante), por 9%. O economista Edmilson Costa
(PCB), por 8%, e o professor Hertz Dias (PSTU), por 7%.
Outros
1% rejeitam todos os pré-candidatos, 2% dizem que votariam em todos
eles e outros 3% não souberam responder.
Com
informações: www.estadao.com.br
Crédito
ilustração: reprodução redes sociais
