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Na BBC: O que você precisa saber da Escócia, próxima adversária do Brasil na Copa.

Principal bjetivo da seleção escocesa continua sendo alcançar fase de mata-mata de um grande torneio


Por Matthew Hobbs, da BBC Sport


Depois de empatar com o Marrocos na partida de estreia e vencer o Haiti por 3 a 0 no jogo desta sexta-feira, 19, o Brasil já começa a olhar para seu próximo adversário na Copa do Mundo 2026: a Escócia.


As seleções se enfrentam na quarta-feira, 24, às 19h (horário de Brasília), no Estádio de Miami, em um duelo que revive o confronto que abriu a Copa do Mundo de 1998, na França, vencido pelos brasileiros por 2 a 1.


Aquela foi também a última participação escocesa em um Mundial. Agora, a Escócia está de volta à principal competição do futebol após uma ausência de 28 anos.


Sob o comando do técnico Steve Clarke, a seleção se classificou para a Copa com uma campanha consistente, após liderar seu grupo nas Eliminatórias da Uefa, à frente de Dinamarca, Grécia e Belarus.


Sua estreia no Mundial veio com vitória de 1-0 sobre o Haiti, seguida de uma derrota contra o Marrocos na segunda rodada, resultados que a colocam em terceiro lugar no grupo C. O Brasil está na liderança.


O que esperar da Escócia
O grande objetivo da Escócia continua sendo, há décadas, alcançar pela primeira vez a fase mata-mata de um grande torneio internacional.


A seleção participou de 12 competições desse nível até o início do verão, com um aproveitamento de apenas 17% de vitórias em 35 partidas.

O último triunfo em uma competição importante aconteceu há 30 anos, na Eurocopa.


No entanto, o formato desta Copa do Mundo — que inclui uma fase eliminatória extra envolvendo 32 seleções —, somado a vitória na estreia contra o Haiti, faz desta, talvez, a melhor oportunidade para quebrar esse histórico negativo.


Em campo, a expectativa é de uma equipe sólida, agressiva e muito organizada, com forte espírito coletivo e um elenco que demonstra grande união e identificação interna.


A renovação de contrato do técnico Steve Clarke, assinada em maio, reforçou ainda mais a estabilidade do projeto às vésperas do Mundial.


Quais são os pontos fortes da Escócia?
Muito do que a Escócia pode fazer nesta Copa passa pelo meio-campo.

O jogador John McGinn, do Aston Villa, vem de sua melhor temporada em termos de participações diretas em gols pelo clube, enquanto Scott McTominay manteve a boa fase que o levou a ser eleito o melhor jogador da Serie A em 2024-25.


Na frente, Lawrence Shankland chega em boa forma e pode ser a solução da equipe para melhorar sua produção ofensiva em jogos de alto nível.


E os pontos fracos?

A seleção não tem muitas opções no elenco e não pode se dar ao luxo de perder jogadores-chave.


O lateral-direito titular Aaron Hickey atuou por apenas 92 minutos em clubes desde fevereiro, o que levanta dúvidas sobre sua condição física. Já no gol, o veterano Craig Gordon, de 43 anos, pode ser o titular.


Outras opções para o gol, Liam Kelly, do Rangers, e Angus Gunn, do Nottingham Forest, não têm sido titulares em seus clubes nesta temporada.


Steve Clarke não utiliza uma linha de cinco defensores em uma partida oficial desde a Eurocopa de 2024, mas ele pode retornar a essa formação contra adversários mais fortes, com o lateral do Celtic, Kieran Tierney, atuando como zagueiro.


Quais jogadores devemos ficar de olho
John McGinn: Foi um dos destaques do Aston Villa na conquista do primeiro título europeu do clube em 44 anos.

Na temporada, somou 10 gols e 7 assistências, o maior número de participações em gols de sua carreira.


Scott McTominay: O gol de bicicleta de Scott McTominay na partida decisiva das eliminatórias contra a Dinamarca tornou-se tão famoso que foi estampado em uma edição especial de uma nota de banco escocesa.

O melhor jogador da Série A de 2024-25 participou diretamente de 15 gols pela Escócia desde o início de 2023 – seis a mais do que qualquer outro jogador.


Lawrence Shankland: Marcou 21 gols a mais do que qualquer outro jogador da liga desde 2022-23.

Apesar de nem sempre ser titular da seleção, mantém uma média impressionante de um gol a cada 86 minutos com a camisa da Escócia.


Quem é o técnico da seleção escocesa?
Conquistar três grandes torneios como treinador principal é um recorde escocês, e Steve Clarke alcançou esse feito em apenas sete anos.


Ele é o primeiro técnico a levar a Escócia a dois Campeonatos Europeus consecutivos e o primeiro a conduzir o país para uma Copa do Mundo desde Craig Brown em 1998.


Como a Escócia se classificou?
A classificação foi conquistada em uma das noites mais marcantes da história recente da seleção.


No dia 18 de novembro, em Hampden Park, a Escócia precisava vencer a Dinamarca — então 18 posições acima no ranking da Fifa — para garantir vaga direta na Copa do Mundo. Uma derrota levaria a equipe aos playoffs.

O time respondeu em grande estilo e venceu por 4 a 2, em um jogo que ficou marcado por três golaços: uma bicicleta de Scott McTominay logo aos três minutos, um chute de longa distância de Kieran Tierney nos minutos finais e um gol do meio-campo de Kenny McLean aos 98 minutos, selando a classificação.


O resultado confirmou a presença da Escócia no Mundial pela primeira vez desde 1998.

Um fato interessante sobre a seleção escocesa

Aos 43 anos, o goleiro escocês Craig Gordon pode se tornar o segundo jogador mais velho a disputar uma Copa do Mundo, depois de Essam El Hadary, que jogou pelo Egito contra a Arábia Saudita aos 45 anos em 2018.




Com informações:
www.bbc.com/portuguese
Crédito imagem: Getty Images, via BBC





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Toni Remigio
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