Ministério Público recorre após Justiça negar prisão de empresário da Faria Lima que agrediu ex
MP paulista aponta riscos à integridade da vítima e à produção de provas
A Justiça de São Paulo negou o pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) para que o empresário Ivo Kos, de 48 anos, voltasse à prisão. Ele é acusado de agredir a esposa, a cirurgiã-dentista Giullia Falcão Kos, de 27 anos. A decisão foi tomada após a revogação da prisão preventiva do empresário, que deixou a Penitenciária de Potim II, no interior paulista, no dia 21 de outubro.
Na terça-feira (27), o Ministério Público apresentou um novo recurso para tentar restabelecer a prisão preventiva. O órgão argumenta que a liberdade do acusado representa riscos à integridade da vítima e à investigação, uma vez que ela e as testemunhas ainda não prestaram depoimento em juízo.
O caso ocorreu em 14 de agosto, no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Parte das agressões foi registrada por câmeras de segurança. Giullia também publicou imagens nas redes sociais mostrando os ferimentos no rosto e relatou ter sofrido uma fratura em um dos dedos, além de precisar de atendimento hospitalar.
Segundo os relatos apresentados durante a investigação, as agressões teriam começado durante o retorno de um jantar com clientes do empresário e continuado na residência do casal. Kos admitiu ter dado um soco na esposa, mas negou outras agressões e as ameaças relatadas pela vítima.
Ministério Público pede reforço na proteção
Além de solicitar novamente a prisão preventiva, o Ministério Público pediu o reforço das medidas de proteção concedidas à mulher. Entre as solicitações estão a disponibilização de um dispositivo de alerta para a vítima, a proibição de contato com testemunhas e a busca e apreensão de objetos que possam ter sido utilizados nas agressões, além de eventuais armas.
A Promotoria também solicitou que o empresário participe de um programa de recuperação, reeducação e acompanhamento psicossocial.
A denúncia contra Kos, inicialmente relacionada aos crimes de lesão corporal e ameaça, foi ampliada pelo Ministério Público para incluir a acusação de tortura. As acusações ainda são objeto de análise judicial.
O processo tramita sob segredo de Justiça. Até a publicação das informações, a defesa da vítima informou que não se manifestaria sobre o caso, enquanto a defesa do empresário havia sido procurada pela imprensa, sem retorno divulgado.
Com informações do Estadão.
Foto: IG/ivokos
