Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Marajó: Ideflor-Bio, UFPA e Faepa realizam debate sobre iniciativa.
Objetivo principal do encontro foi alinhar informações e contribuições para subsidiar estudos sobre o território marajoara
Com o objetivo de discutir a elaboração de uma proposta voltada ao Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Marajó, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) realizou, na terça-feira, 12, uma reunião técnica com representantes do Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (Numa/UFPA) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).
O encontro teve como principal objetivo alinhar
informações e contribuições institucionais para subsidiar estudos
sobre a região marajoara.
Durante
a reunião, a equipe do Numa/UFPA apresentou dados preliminares
levantados a partir de pesquisas científicas e acadêmicas
relacionadas ao território do Marajó.
As informações
abrangem aspectos do meio físico e biológico, climatologia,
ocupação e formação territorial, além do uso do solo e outras
características socioambientais consideradas estratégicas para a
construção do zoneamento.
Os
pesquisadores explicaram que os dados ainda estão em fase de
sistematização e tabulação, mas já começam a oferecer um
panorama técnico sobre a dinâmica territorial do arquipélago.
A
proposta é reunir diferentes bases de conhecimento para construir um
instrumento que contribua para o ordenamento territorial, conciliando
preservação ambiental, desenvolvimento econômico e
sustentabilidade.
Além
da apresentação técnica do Numa, a reunião serviu para ouvir as
contribuições iniciais do Ideflor-Bio e da Faepa.
As
instituições compartilharam percepções sobre os desafios e
potencialidades da região, e também sugeriram encaminhamentos para
aprofundar as análises.
O encontro foi marcado por um
alinhamento institucional voltado à construção coletiva de
propostas para o Marajó.
Cenário
regional
O
Macrozoneamento Ecológico-Econômico é considerado uma ferramenta
importante para orientar políticas públicas e estratégias de
desenvolvimento territorial sustentável.
No
caso do Marajó, o estudo deverá considerar a complexidade ambiental
e social da região, reconhecida pela diversidade de ecossistemas,
atividades produtivas e comunidades tradicionais presentes no
arquipélago.
Para
o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, a integração entre
instituições fortalece a construção de soluções voltadas ao
desenvolvimento sustentável do território marajoara.
“Esse
diálogo entre instituições de pesquisa, setor produtivo e poder
público é fundamental para consolidarmos uma proposta de
macrozoneamento baseada em conhecimento técnico e na realidade do
Marajó”, disse.
“Estamos construindo um processo
participativo, que busca reunir informações qualificadas para
orientar decisões estratégicas para a região”, concluiu.
Com informações e imagem: Agência Pará
