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Juventude estabelece protagonismo no debate climático durante COP 30

A COP 30, como principal espaço de debate sobre as mudanças climáticas no momento, tem como protagonistas jovens e crianças, lideranças que discutem o futuro do planeta.


No Dia da Juventude da COP 30, 30 jovens de vários países participaram de uma roda de conversa no Pavilhão de Crianças e Jovens.


O evento teve como objetivo criar esse ambiente saudável e seguro para que os participantes se expressassem sobre as suas percepções de crise climática e seus efeitos.


As falas mostraram maturidade, urgência e clareza quanto aos impactos que já sentem e ao papel que desejam exercer na construção das decisões climáticas.


Marcele Oliveira, a jovem que conduziu o debate e a Jovem Campeã do Clima, levantou um questionamento aos participantes sobre as salas de negociação da COP 30: “Se vocês pudessem estar lá dentro, o que diriam?”


Juca, 14 anos, que é embaixador da Prefeitura de Belém, pediu que as crianças sejam efetivamente incluídas nos espaços de decisão: “Vocês têm contato com líderes mundiais, mas têm o nosso? Dos quilombolas, ribeirinhos e indígenas? Temos ideias que precisam ser ouvidas”.


O encontro terminou com a leitura de um manifesto por três jovens indígenas — Luna Manchineri, Yará Sateré Mawé e Vicente Baré. No texto, eles afirmam que as crianças indígenas são “a voz da Terra que nunca se calará”.


A atividade foi organizada pelo time da Jovem Campeã do Clima em parceria com UNICEF, Instituto Alana, Save the Children, Center for Global Education, Plant-for-the-Planet, Presidência da COP30 e Secretaria Nacional da Juventude (SNJ).


Com informações: Jovem Campeã do Clima.

Créditos da imagem: Reprodução redes sociais/ Marcele Oliveira.




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Toni Remigio
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