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Impeachment de Moraes, Toffoli, Gilmar e Gonet: Relatório final da CPI do Crime Organizado pede medida contra os quatro.

Documento final da CPI, que será apresentado e votado nesta terça-feira, 14, também pede intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro

Reportagem publicada na edição online do jornal O Estado de S. Paulo assinada pelos jornalistas Vinícius Valfré e Gustavo Côrtes afirma que o relatório final da CPI do Crime Organizado, do Senado, pede o impeachment dos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-Geral da República, Paulo Gonet.


A proposta é baseada, diz o texto, na maneira como eles atuaram no caso Banco Master.

As quatro autoridades são as únicas com pedido de indiciamento feito pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

O Relatório Final da CPI será apresentado e votado nesta terça-feira, 14, o último dia de funcionamento da comissão após quatro meses.


1ª vez
É a primeira vez que uma CPI no Congresso pede o indiciamento de ministros da Suprema Corte, segundo parlamentares e servidores consultados.


Responsabilidade
O relatório aponta que os ministros e o chefe da PGR cometeram crimes de responsabilidade previstos na Lei 1.079/1950 por ações e omissões no caso Master.

A legislação define as condutas de natureza política classificadas como crime por representarem ameaça à Constituição Federal.


Davi decide
Ainda que o relatório seja aprovado pelo plenário da CPI, os pedidos de encaminhamento não têm efeito prático. Dependem de decisão do presidente do Senado, o senador Davi Alcolumbre (União-AP).


Rio
O texto final faz um diagnóstico do funcionamento do crime organizado no Brasil, desde a ocupação territorial por facções e milícias até a infiltração em setores econômicos formais e no poder público.


Além dos pedidos de impeachment, o relatório de Alessandro Vieira sugere ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.


O documento justifica a medida como necessária para retomada do controle territorial de áreas dominadas por facções e milícias e para a reestruturação dos órgãos de segurança pública estaduais.


“A gravidade da situação no Rio de Janeiro é proporcional à excepcionalidade do remédio. Trata-se de milhões de brasileiros que vivem sob o jugo de organizações criminosas armadas, sem que o Estado consiga lhes assegurar os direitos mais elementares: vida, propriedade, liberdade de ir e vir, acesso a serviços públicos e participação no processo democrático”, frisou o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).


Fim

Os trabalhos foram realizados ao longo de quatro meses. Nos planos de Alessandro Vieira, a CPI se estenderia por pelo menos mais três. A pretensão, contudo, foi frustrada por decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de negar a prorrogação do colegiado, dissolvido nesta terça-feira, 14, com a entrega do relatório final. 


Com informações: OESP Online

Crédito foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado 




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Toni Remigio
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