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Governo Lula pagou 31 bilhões de emendas parlamentares em 2025: mais de 1,8 bi só na última semana.

Acredite se quiser, mas Poder Executivo Federal deixou de pagar quase R$ 17 bilhões, que ficaram pendentes de desembolso.

Esforço concentrado
Segundo edição do jornal O Globo desta quarta-feira, 31, o governo federal liberou cerca de R$1,8 bilhão em emendas parlamentares ao longo da última semana, num esforço concentrado para acelerar a execução orçamentária na reta final de 2025 e conter a pressão do Congresso.

Força-tarefa
De acordo com a matéria assinada pela repórter Camila Turtelli, a movimentação envolveu força-tarefa coordenada pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI), em articulação com o Tesouro Nacional e ministérios responsáveis pela execução das despesas, com o objetivo de acelerar empenhos, liquidações e pagamentos antes do dia 31 de dezembro.


Restos a pagar”
O texto revela que, apesar do avanço, os números indicam que permanece uma diferença significativa entre os valores comprometidos e os efetivamente pagos. Do total de R$ 48,49 bilhões em emendas previstas para 2025, R$ 45,26 bilhões já foram empenhados, o que corresponde a aproximadamente 93% do montante autorizado.


Mudanças
Camila Turtelli destaca que a execução das emendas em 2025 ocorre em um contexto marcado por mudanças nos procedimentos. O Orçamento foi sancionado apenas em abril, concentrando etapas administrativas no segundo semestre. Além disso, escreve a repórter, passaram a valer novas regras para apresentação, indicação e execução das emendas, aprovadas pelo Congresso após decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceram exigências adicionais de transparência e rastreabilidade.


De olho

O Globo informa que os parlamentares de diferentes partidos têm acompanhado de perto o andamento da execução orçamentária, especialmente neste período final do ano, quando tradicionalmente há aceleração dos desembolsos.

Fisiologismo
O tema (a execução orçamentária) “foi citado em discussões no Congresso ao longo de dezembro, em meio à análise de projetos de interesse do governo e à avaliação do ritmo de liberação das emendas”, escreve a repórter.


Histórico
Nos últimos anos, as emendas parlamentares passaram a ocupar uma fatia cada vez mais relevante do Orçamento da União, tanto em volume financeiro quanto em peso político. O crescimento desse instrumento foi acompanhado por mudanças legislativas que tornaram obrigatória a execução de parte significativa dos recursos indicados por deputados e senadores, especialmente no caso das emendas individuais e de bancada estadual.

Dinâmica
O processo alterou a dinâmica da execução orçamentária e ampliou a centralidade das emendas na relação entre Executivo e Legislativo.


Crédito imagem: reprodução redes sociais.




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Toni Remigio
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