Fraudes no Atalaia: MPPA investiga esquema de corrupção em áreas nobres de Salinas.
Investigação apura se empresários e ex-servidores de cartório se uniram para vender terrenos e apartamentos de forma ilegal
O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) deu início a uma investigação para desarticular um suposto esquema de corrupção e fraudes no mercado imobiliário em Salinópolis.
A ação, conduzida
pela 1ª Promotoria de Justiça de Salinópolis com apoio do Grupo
Anticorrupção (GEAC), apura se empresários e ex-servidores de
cartório se uniram para vender terrenos e apartamentos de forma
ilegal.
Entenda
A investigação
aponta que terrenos localizados às margens da Rodovia PA-444
(Estrada do Atalaia) e na Praia do Cocal teriam sido adquiridos por
meio de documentos falsos e pagamento de propina a agentes públicos.
Os suspeitos então revendiam essas áreas como se fossem
donos legítimos, prejudicando centenas de consumidores que compraram
lotes, apartamentos ou cotas em hotéis e parques aquáticos.
Empreendimentos
e investigados
Entre os locais citados na investigação
estão o Condomínio Raízes Marina Residence, o Balneário Ilha do
Atalaia e empreendimentos do Grupo Aqualand.
Em matéria
publicada no site da instituição, o MPPA destaca que os envolvidos
utilizam uma rede complexa de empresas para tentar esconder os
verdadeiros donos e dificultar a fiscalização.
Próximos passos
O MPPA já determinou o levantamento de todos os bens dos envolvidos e a identificação de novos empreendimentos que possam estar irregulares.
O órgão
ministerial também solicitou que a Justiça e o público fiquem
alertas sobre a validade das vendas feitas por essas empresas.
Crimes
O objetivo final é garantir que as
vítimas sejam protegidas, e os responsáveis pelas fraudes,
respondam por crimes como estelionato, falsidade ideológica e
associação criminosa.
Com informações: www.mppa.mp.br
Crédito imagem: divulgação
