Financiamento climático é o fantasma que assombra as autoridades no pré COP30
O jornal Folha de S. Paulo publicou uma matéria sobre um “fantasma” que ronda as preocupações das autoridades no pré COP30: o financiamento climático.
Segundo o jornal, na COP29, em Baku, no Azerbaijão, os países concordaram com uma nova meta para esses recursos, mas o volume e a origem dessas verbas permanecem motivo de tensão entre nações ricas e em desenvolvimento.
As reuniões técnicas que estão acontecendo em Bonn, na Alemanha, mostraram que o financiamento é um dos impasses constantes.
Aprovado após negociações que estiveram à beira do colapso em Baku, o Novo Objetivo Coletivo Quantificado —mais conhecido pela sigla em inglês, NCQG— ampliou os recursos para ação climática de US$ 100 bilhões para US$ 300 bilhões anuais, até 2035, com o objetivo acordado, mas sem nenhum caminho concreto definido, de expandir o valor para US$ 1,3 trilhão, mobilizando recursos públicos e privados.
Antes, durante e depois do acordo, as nações em desenvolvimento manifestaram seu descontentamento com os valores, insuficientes para fazer frente ao desafio das mudanças climáticas.
"Apesar de ter só uma sala com esse mandato específico, todas as salas estão falando de financiamento. Esse é um estresse pós-traumático de Baku. Está todo mundo querendo falar de financiamento", avalia Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, ouvida pela Folha.
O financiamento climático vem sendo fornecido sobretudo na forma de empréstimos, muitas vezes com juros de mercado, o que agrava a vulnerabilidade financeira das nações em desenvolvimento que apelam a esses recursos.
Créditos da imagem: Agência Brasil.
