Estudo descobre que plantas amazônicas podem combater parasitas que atacam tambaquis
Um estudo desenvolvido pela Embrapa mostrou a eficácia de óleos essenciais extraídos de plantas amazônicas para combater parasitas, que geralmente atacam peixes como o tambaqui.
A descoberta oferece uma alternativa natural ao uso de produtos químicos tradicionais (quimioterápicos), com potencial para transformar práticas na piscicultura brasileira.
O estudo avaliou a ação de óleos essenciais extraídos de três espécies do gênero Piper: P. callosum, P. hispidum e P. marginatum. As duas primeiras mostraram resultados significativos na redução da infestação por vermes monogenéticos nas brânquias dos peixes, enquanto a terceira espécie não apresentou a mesma eficácia terapêutica.
Segundo a Embrapa, os parasitas combatidos — vermes monogenéticos — costumam se fixar nas brânquias dos peixes, comprometendo a respiração e prejudicando a produção da piscicultura.
Os produtos químicos geralmente utilizados para combater os parasitas oferecem risco à saúde dos trabalhadores, diferente dos óleos essenciais naturais.
Apesar dos avanços, os pesquisadores alertam que ainda é necessário enfrentar desafios, como a disponibilidade e o custo da produção dessas plantas medicinais em larga escala. A Embrapa destaca ainda a necessidade de uma regulamentação específica para o uso sustentável dos óleos.
Com informações e imagem: Embrapa AM.
