E a gastança continua: arrecadação federal bate recorde e supera R$ 278 bilhões em abril.
Receita na área federal cresce 7,8% e alcança R$ 1 trilhão no ano
O fisco faz a sua parte; cumpre seu papel. Já os políticos, em sua ampla maioria, amam uma gastança desenfreada, particularmente os petistas em geral e os que circulam pelo poder federal desde 2003, ainda mais.
Basta que se observe o aparelhamento que eles impõem em órgãos do primeiro escalão, autarquias e agências reguladoras e etc., onde têm sido useiros e vezeiros no trabalho de desalojar à meritocracia para, em seu lugar, nomear a companheirada famosa do Mensalão ao Petrolão.
Agora leia a matéria abaixo publicada na Agência Brasil.
Impulsionado pelo crescimento da economia e pela alta do petróleo, o governo federal arrecadou R$278,8 bilhões em impostos, contribuições e demais receitas em abril.
É o melhor resultado para o
mês desde o início da série histórica, em 1995.
Os
dados foram divulgados nesta quinta-feira (21) pela Receita Federal e
mostram crescimento real de 7,82% em relação a abril de 2025,
descontada a inflação.
No
acumulado de janeiro a abril, a arrecadação chegou a R$1,05
trilhão, alta real de 5,41% na comparação com o mesmo período do
ano passado.
Também é o maior valor já registrado para
um primeiro quadrimestre desde o início da série histórica.
Principais
números:
Arrecadação em abril: R$ 278,8 bilhões (7,82% acima da inflação);
Arrecadação no ano: R$ 1,05 trilhão (5,41% acima da inflação);
IRPJ
e CSLL: R$ 64,8 bilhões (7,73%);
Receita previdenciária: R$
62,7 bilhões (4,83%);
IR sobre rendimentos de capital: R$ 13,2 bilhões (25,45%);
Alta da arrecadação do petróleo e gás: R$ 11,4 bilhões (541% em abril).
O
que puxou
Segundo a Receita Federal, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação previdenciária, relacionado ao aumento do trabalho formal.
O
crescimento também foi motivado pelo Programa de Integração Social
(PIS) e pela Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
(Cofins), ligados ao consumo.
Também
contribuíram para a alta o Imposto de Renda sobre aplicações
financeiras, reformulado no ano passado, e o Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF), cujas alíquotas sobre operações cambiais
aumentaram em 2025.
Outro
fator importante foi a reoneração gradual da folha de pagamentos de
alguns setores e da contribuição patronal dos municípios, retomada
desde janeiro de 2025.
A
arrecadação com Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somou R$ 64,8
bilhões em abril, com crescimento real de 7,73%.
De
acordo com a Receita, houve aumento na tributação de empresas
enquadradas em diferentes regimes, como estimativa mensal, lucro
presumido e balanço trimestral.
O
avanço indica que as empresas tiveram maior lucro tributável e
ampliaram o recolhimento de impostos federais.
Previdência
Social
A receita previdenciária arrecadou R$ 62,7 bilhões
em abril, crescimento real de 4,83%.
O
resultado foi influenciado pelo aumento da massa salarial do país,
que cresceu 3,61% em março na comparação anual.
Também
houve expansão de 9,18% na arrecadação previdenciária ligada ao
Simples Nacional.
Na
prática, mais empregos formais e salários maiores aumentam
automaticamente a contribuição recolhida ao INSS.
Investimentos
O
Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital
arrecadou R$ 13,2 bilhões, com crescimento real de 25,45%.
A
Receita atribui o resultado ao aumento da tributação sobre
aplicações de renda fixa e ao salto na arrecadação com Juros
sobre Capital Próprio (JCP), mecanismo usado por empresas para
remunerar os acionistas.
A
cobrança sobre JCP cresceu 94,74% em relação ao mesmo mês do ano
passado.
Petróleo
Um
dos maiores destaques veio do setor de petróleo e gás natural.
A
arrecadação ligada aos tributos e aos royalties de exploração do
setor disparou 541% em abril, alcançando R$11,4 bilhões. No
acumulado do ano, a alta chega a 264%, com receitas de R$40,2
bilhões.
O
crescimento foi provocado principalmente pela forte valorização
internacional do petróleo em meio às tensões geopolíticas no
Oriente Médio e à guerra envolvendo o Irã.
Com
o barril mais caro, empresas do setor lucram mais, recolhendo mais
impostos e royalties ao governo.
Com informações e imagem: Agência Brasil
