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Dos legados da COP: Pará ganha super destaque nas edições dos jornalões O Globo e Estadão.

Não é de hoje que, em razão dos efeitos e legados da COP30 em Belém, a capital e o Pará têm ganho destaque nas edições dominicais - as principais -, dos jornalões brasileiros, positivamente falando. 


Mas, nas edições impressas deste domingo, 26, a cobertura foi como jamais se viu, provavelmente, nos centenários e poderosos periódicos. 


Chamada de capa, páginas no primeiro caderno, no de cultura e na revista Ela, em O Globo. Caderno especial no Estadão e muito mais. 


Imaginem o que vem por aí de positivo ainda neste período pré-conferência, durante e depois. 


O momento vivido na cidade tem cheiro de sucesso, tempero de muita coisa boa, som de suingue do calypso e um sopro na autoestima da população.


Literatura 

A literatura paraense é permeada pelas experiências urbanas dos escritores, além do olhar sensível à floresta. Exemplo disso é Edyr Augusto, entrevistado pelo O Globo, veterano na cena literária. Agora, o autor ganha destaque pela série “Pssica”, inspirada em seu livro homônimo. 


Abordando uma outra Amazônia —a do tráfico humano, da milícia, corrupção policial e dos assassinatos em série —Edyr fez sucesso na França, ganhando traduções pelo mundo todo.


Fábio Castro, vencedor do Prêmio Sesc de Literatura de 2021 pelo romance “O réptil melancólico”, se destaca pela percepção de um Pará alternativo em seu livro, que teria permanecido colônia portuguesa até os anos 1960.


Cinema

Muitas vezes o Pará foi cenário do cinema brasileiro. Mas agora, uma nova fase consolida uma produção audiovisual própria, produzida no e para o Norte.


“A produção audiovisual no Pará sofria com muita dificuldade de acesso ao fomento, o que gerava vácuos muito grandes em termos de produção. Com as políticas de descentralização e as cotas para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste nos editais do Fundo Setorial e na Lei da TV paga, a situação começou a mudar” diz o diretor e produtor paraense Fernando Segtowick para O Globo.


Grandes nomes do cinema paraense, como Dira Paes, celebram o fortalecimento da produção local diante de uma oportunidade única: a COP 30. “A COP30 é uma oportunidade de lançar luz sobre as nossas potências e nossos artistas”, reforça Dira.


A diretora Adriana Lima levou três Kikitos pelo curta paraense “Boiúna”. A diretora lamenta para O Globo a falta de intercâmbio, e a “visão colonizadora” de outras produtoras que filmam no Pará.


Culinária 

A culinária paraense sempre foi um grande diferencial - ancestral, revolucionária, deliciosa. Agora, a culinária entra em uma nova fase: uma leva de jovens chefs e coletivos gastronômicos não só reinventam a culinária do Norte, como levam ingredientes locais para festivais internacionais. É a “alta cozinha da floresta”.


Um dos expoentes é Saulo Jennings, que honra as tradições amazônicas pelo mundo.  Thiago Castanho foi um dos pioneiros a dar visibilidade às tradições paraenses na cozinha, levando inclusive para programas de rede nacional. 


“Foi só quando cheguei em São Paulo que eu percebi que as pessoas não sabiam nada sobre o Pará, o que comíamos, como vivíamos. Me deparei com um desconhecimento profundo do próprio Brasil. Hoje todos conhecem os sabores amazônicos”, afirma Castanho para O Globo.


Música

Quem estrela as páginas dedicadas à música paraense é ela: a aparelhagem. Os mais potentes sistemas de som originados no Pará, se transformaram a partir dos anos 200, com as possibilidades tecnológicas de LED, luzes, sons e aparelhos pirotécnicos.


Fafá de Belém também é o rosto da divulgação da cultura musical paraense. Em entrevista para O Globo, a cantora reivindicou a participação dos artistas paraenses na COP 30. Segundo Fafá, a representatividade importa em grandes eventos como esse.


Viviane Batidão, no ano passado, estourou da bolha regional e passou a dominar o público no país inteiro. A “rainha do tecnomelody” leva o Pará no sangue e nas músicas, que tem orgulho de ser referência para os paraenses e para o mundo.


Arte

Pela primeira vez, Belém recebeu uma unidade da Caixa Cultural, um espaço de trocas e valorização da arte. A chegada do local mostra uma outra fase de valorização dos artistas paraenses. 


“O Pará tem uma arte muito sofisticada. O que não tinha era aporte financeiro”, diz PV Dias, um dos artistas expoentes nesta fase da arte paraense. A abertura da Caixa Cultural, e de outros museus na capital, mostra esse investimento na democratização da cultural e da valorização da arte paraense.


Estadão

Além de todo este espaço prestigioso e farto conteúdo positivo, o Estado de S. Paulo dedicou um caderno especial com chamada de capa. Confira. 






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Toni Remigio
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