Diesel ainda é principal alternativa de combustível na Amazônia
O jornal O Globo publicou nesta segunda-feira, 30, uma matéria sobre o uso do diesel na Amazônia, que ainda é a principal alternativa de combustível.
Segundo o jornal, com as extremas secas na região, a navegabilidade é dificultada, e o combustível fica mais caro. Consequentemente, 40% da renda da comunidade é voltada para o consumo de diesel.
Dados do Instituto Energia e Meio Ambiente (lema), afirmam que há 1 milhão de habitantes sem acesso a serviço público de energia, dependentes de geradores a diesel ou gasolina — os "motores de luz" só são ligados à noite, por quatro horas.
Na Amazônia Legal, existem 175 centrais de energia isoladas, como pequenas e médias usinas termelétricas não conectadas ao Sistema Interligado Nacional, que abastecem 2,5 milhões de pessoas.
No programa Energia da Amazônia, vinculado à privatização da Eletrobras, o governo federal tem a meta de investir R$ 5 bilhões para universalizar o acesso à eletricidade na região, substituindo o diesel por fontes renováveis (solar, eólica, biomassa, hidrelétricas) em sistemas isolados.
Locomoção pelos rios, luz, internet, conservação de alimentos, atividades produtivas - todos dependem do combustível fóssil na Amazônia. A compra de combustível pode, inclusive, estar associada às atividades ilegais e aumento da violência.
A tecnologia social de postes e lampiões solares, lançada nas Filipinas a partir de uma invenção brasileira, chegou ao país há 11 anos e até o momento beneficiou 140 comunidades, muitas na Amazônia.
Com uso de materiais simples como cano PVC, garrafas PET e lâmpadas de
LED, a solução é de fácil manutenção pela própria comunidade. Em junho, foram instalados cerca de 100 postes solares em comunidades quilombolas da Ilha do Marajó (PA), com engajamento dos moradores.
Créditos da imagem: Agência Gov.
