Dia Mundial do Coração: exames antigos podem ajudar a acompanhar mudanças no colesterol
OMS estima que 39% dos adultos no mundo tenham colesterol total elevado; organizar resultados ao longo dos anos ajuda a dar contexto ao acompanhamento médico
As
doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo,
segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de
20 milhões de pessoas morrem por esse motivo no mundo, o equivalente
a 32% de todos os óbitos globais. Desse total, 85% ocorreram por
infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).
No Dia Mundial do
Coração, celebrado em 29 de setembro, a MYME, healthtech brasileira
voltada à organização do histórico de saúde, chama atenção
para acompanhar como indicadores como colesterol, glicemia e pressão
arterial se comportam ao longo do tempo.
Um
resultado isolado mostra a condição do paciente naquele momento.
Quando exames de diferentes anos são comparados, porém, é possível
observar se determinado marcador permaneceu estável, aumentou,
diminuiu ou respondeu a mudanças de hábitos e tratamentos.
“Quando
o paciente reúne exames de diferentes anos, o médico consegue
enxergar melhor a trajetória daquele indicador, e não apenas uma
fotografia isolada. Isso ajuda a levar mais contexto para o
atendimento ou para a consulta”, afirma Lucas Santiago, cofundador
da MYME.
O
problema é que esse histórico frequentemente fica fragmentado. Um
exame permanece no aplicativo de um laboratório, outro no e-mail e
resultados mais antigos acabam guardados em papéis ou sistemas de
diferentes instituições. Organizar os documentos cronologicamente
facilita a comparação ao longo dos anos.
O que acompanhar?
Não
existe uma lista única de exames válida para todos. Idade,
histórico familiar, presença de diabetes, hipertensão, tabagismo e
outras condições interferem na avaliação do risco cardiovascular.
Entre as informações que podem compor esse histórico
estão colesterol total, LDL, HDL, triglicérides, glicemia, pressão
arterial, medicamentos em uso e antecedentes familiares
.
Plataformas de tecnologias podem auxiliar nesse cuidado, na MYME, por exemplo, o usuário pode enviar até 20 exames simultaneamente.
Os
documentos são organizados em ordem cronológica e os resultados
extraídos passam a integrar um painel de métricas de saúde,
permitindo consultar os exames mais recentes e identificar aqueles
que apresentam valores fora das referências informadas nos próprios
documentos.
A
ferramenta não faz diagnóstico e não substitui a avaliação
médica. “O papel da tecnologia é organizar a informação e
facilitar o acesso ao histórico. A interpretação dos resultados
continua sendo do profissional de saúde”, finaliza Santiago.
Como a MYME funciona
Ao
criar uma conta na MYME, o usuário pode inserir informações em
categorias sugeridas – Sintomas, Exames, Visita Médica, Medicação,
Vacina e “Outros” – ou criar suas categorias (por exemplo,
controle de glicemia, controle de pressão arterial e ciclo
menstrual).
A plataforma aceita arquivos em PDF, imagem e
texto e tudo é inserido em uma linha do tempo do paciente. Qualquer
dado ou categoria pode ser compartilhado via link.
“A plataforma também é pensada para o cuidado com o outro, lembrando que vivemos em comunidade e dependemos uns dos outros”, destaca Lucas Santiago, cofundador da MYME. Por isso, a plataforma permite que o usuário crie perfis de dependentes e divida sua gestão com outros responsáveis (familiares e cuidadores de um idoso, por exemplo).
Segurança de dados
A
proteção de dados é um dos principais pontos de atenção do setor
de saúde diante dos episódios recentes de vazamento de informações
confidenciais. A segurança é o ponto focal da MYME.
O
cofundador e desenvolvedor da plataforma, Gabriel Barros, é
engenheiro de software com experiência de 12 anos no Yahoo
Internacional e liderança em um projeto de isolamento de dados
sensíveis com Google e Microsoft.
Ele garante que “a
construção da infraestrutura da MYME parte do princípio de que
dados de saúde exigem um nível máximo de proteção e controle
pelo usuário.”
Complementar ao Meu SUS Digital
A
MYME não disputa espaço com o Meu SUS Digital, plataforma do
Ministério da Saúde que funciona como prontuário eletrônico do
Serviço Único de Saúde (SUS).
“O Meu SUS traz
informações da rede pública e agora também permite o agendamento
de consultas [inicialmente para 500 municípios brasileiros].
A
MYME agrega o que o paciente tem em papéis, imagens e outros
arquivos guardados consigo, além de dados do cotidiano que o SUS não
registra”, diferencia Gabriel.
Sobre
a MYME – É uma healthtech brasileira com uma plataforma gratuita
que centraliza o histórico de saúde do usuário ou dependente.
Reúne as informações de exames, vacinação, medicação e
registros clínicos em uma linha do tempo compartilhável com
cuidadores, profissionais e instituições de saúde.
Fundada
em 2025 pelo empreendedor em série Lucas Santiago e o engenheiro de
software Gabriel Barros, a startup surge para enfrentar a
fragmentação de dados médicos pessoais, com foco em segurança e
continuidade dos cuidados com a saúde. A MYME combina modelo de
negócio com propósito social. Saiba mais
aqui.
