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Deu no Estadão: a nova onda é bioeconomia, e não mais o desmatamento na Amazônia.

O jornal Estadão trouxe nesta terça-feira, 16, o artigo opinativo do advogado e ex-prefeito de Paragominas Adnan Demachki, que debateu sobre como fomentar economicamente a Amazônia por meio da bioeconomia.


Demachki faz um histórico econômico da região, desde a atuação da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, a SUDAM, para ocupar a Amazônia pelo desenvolvimento na década de 1970.


No período, as empresas poderiam descontar até 50% do imposto de renda devido, caso aplicassem esses valores em projetos na região.


Segundo o artigo, embora a iniciativa tenha movimentado bilhões de reais, foram priorizados os empreendimentos de agropecuária, mineração e madeireiros.


Embora hoje em dia a Amazônia esteja no centro das discussões mundiais, principalmente na pauta climática e ambiental, a região segue exportando matéria-prima com pouca agregação de valor.


Demachki destaca que uma das saídas é a criação da Zona Franca da Bioeconomia na Amazônia. Seria uma zona de incentivos fiscais exclusivamente voltada para cadeias produtivas que gerem valor a partir da floresta em pé.


Segundo o advogado, o ideal é priorizar negócios de bioeconomia, como uma chance da região deixar de ser sinônimo de pobreza e desmatamento para se tornar protagonista global em inovação verde.


A Zona Franca da Bioeconomia pode transformar o discurso ambiental em riqueza concreta para a Amazônia, o Brasil e o planeta.


Créditos da imagem: Agência Brasil.




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Toni Remigio
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