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Crise no Estreito de Ormuz: Irã oferece reabertura, mas exclui programa nuclear.

Rodada de negociação no Paquistão foi frustrada após discordâncias entre Teerã e Washington; esforços mediados continuam, diz O Globo

A edição online do jornal O Globo desta segunda-feira, 27, informa que o Irã apresentou a reabertura do Estreito de Ormuz, via por onde 20% do petróleo mundial escoavam antes do início da guerra com os EUA, como uma concessão possível para o fim definitivo do conflito.


A informação, revela o periódico, foi dada nesta segunda-feira, 27, por “fontes com conhecimento da proposta apresentada pela República Islâmica a mediadores no Paquistão durante o fim de semana”.

Proposta
O Globo diz ainda que a proposta, porém, não mencionaria nenhum ponto sobre o programa nuclear iraniano - uma exigência de Washington -, que definiu como um dos objetivos da guerra impedir a obtenção de armas nucleares por Teerã.

Outra exigência dos EUA é a entrega de uma carga de urânio enriquecido acima dos limites para uso civil.

Os detalhes sobre a proposta iraniana foram citados por fontes ouvidas pela imprensa internacional também nesta segunda, enquanto o ministro das Relações Exteriores do irã, Abbas Araghchi, participava de um encontro diplomático com autoridades russas em São Petersburgo, com a presença de Vladimir Putin.

“O chanceler iraniano foi o responsável, no sábado, por um novo passo nas negociações de paz, apresentando uma resposta do governo em Teerã a autoridades no Paquistão, principal mediador do diálogo com Washington”, diz o jornal.


Acordo frustrado
A publicação lembra que a expectativa de um avanço significativo durante o fim de semana foi frustrada após Araghchi deixar Islamabad antes da chegada de negociadores americanos.

“A Casa Branca havia anunciado que tanto Jared Kushner, genro e assessor do presidente Donald Trump, quanto o enviado especial Steve Witkoff estavam a caminho da capital paquistanesa para negociações diretas, algo que o Irã rejeitou antes da viagem”, recorda a matéria.

Exigências excessivas”
Apenas após o chanceler iraniano deixar o país, porém, é que o republicano cancelou a ida dos representantes. Em Moscou, Araghchi culpou os EUA pelo colapso das negociações, mencionando "exigências excessivas" por parte dos enviados de Trump durante as rodadas diplomáticas.

“A abordagem dos EUA fez com que a rodada anterior de negociações, apesar de alguns progressos, não atingisse seus objetivos”, disse o chanceler, reproduz o texto.

Ele foi citado pela imprensa estatal iraniana, antes de acrescentar que "a passagem segura pelo Estreito de Ormuz é uma questão global importante".


Trump

Fontes americanas afirmaram que Donald Trump vai participar de conversas sobre a guerra com o Irã nesta segunda-feira, em uma reunião com seus principais assessores de segurança.


Saiba mais em www.oglobo.com.br





Com informações: O Globo com AFP
Crédito imagem: reprodução redes sociais







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Toni Remigio
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