Copa Norte da nostalgia
Quando o torcedor do Paysandu encher o peito de orgulho para falar que torce para um time “Copeiro”, aqui vai a explicação. O Paysandu Sport Club é considerado o eterno Campeão dos Campeões porque levantou o troféu da última Copa dos Campeões, em 2002, triunfo que o fez disputar uma inédita e histórica Libertadores da América.
Antes, também em 2002, o Papão conquistou a última Copa Norte disputada. O Paysandu sagrou-se campeão ao vencer o São Raimundo-AM na final. O torneio, que reuniu clubes da Região Norte, foi extinto naquele ano após seis edições consecutivas (1997 a 2002).
Neste ano, a Copa Norte está de volta trazendo nostalgia e poesia à torcida bicolor. Em lua de mel com o time depois da conquista do Parazão, a Fiel ainda está inebriada pela conquista do Parazão pela rapaziada que não fugiu da fera, enfrentou e domou o Leão sabor série A.
Nas redes sociais do clube, o Paysandu produziu um conteúdo evocando referências musicais e culturais dos anos 2000 para celebrar a reestreia do time na charmosa Copa Norte, contra o GAS, de Roraima. Veio a vitória de virada e na próxima terça-feira, o Papão volta a campo pela Copa Norte. Dessa vez para enfrentar mais um time de Roraima: o Guaporé.
Quando se fala em Guaporé, eu lembro da música “Vamos Fugir”, de Gilberto Gil, que ganhou versão com a banda Skank. Guaporé é cantada como um dos roteiros de fuga na música. A Copa Norte é isso. Poesia e oportunidade. A chance de times pouco conhecidos mostrarem a cara pro Brasil, e do time mais vitorioso da região provar porque é o Papão Copeiro. O time que exibe a galeria de troféus mais recheada da Amazônia.
