Cooperativa de artesanato de Santarém quintuplica produção com demanda da COP30
O jornal Folha de S. Paulo publicou uma reportagem sobre o aumento da produção da Turiarte (Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta), sediada em Santarém, por causa da COP30.
Segundo a Folha, até janeiro, a Turiarte produzia 200 itens de artesanato por mês. Hoje, a cooperativa produz 1.000 peças.
A Turiarte é especialista em cestos e mandalas a partir de uma técnica ancestral. Com a demanda crescente, elas pararam de receber encomendas para suprir os pedidos já realizados.
Segundo a cooperativa, as companhias buscam comprar as peças para distribuir como brindes durante o evento na capital do Pará. Os pedidos mais numerosos chegam a ser parcelados, com entregas divididas em dois momentos, algo inédito.
A cooperativa funciona apenas com encomendas e planeja capacitar novas artesãs para dar conta da produção para a COP30.
Fundada em 2015, a Turiarte tem 180 cooperados de 12 comunidades paraenses. O artesanato responde por 75% da renda da cooperativa e o restante vem do turismo de base comunitária. A reserva extrativista Tapajós-Arapiuns, uma unidade de conservação federal no oeste do Pará, concentra a maior parte da produção.
A matéria-prima das peças é a palha do tucumanzeiro, uma palmeira nativa da amazônia. A técnica do trançado é transmitida entre gerações e mantém viva a conexão com a floresta.
Créditos da imagem: Reprodução/ redes sociais Turiarte.
