Comércio proibido ou acordo miado: UE proíbe importação de carnes, ovos e animais made in Brazil.
Segundo a União Europeia, país ficou fora porque não garantiu o fim do uso de produtos antimicrobianos na criação de animais.
O Portal *UOL publicou matéria agora há pouco informando que a União Europeia (UE) deixou o Brasil fora da lista de países autorizados a exportar carnes para o bloco por não cumprir regras contra o uso de antibióticos na pecuária.
O texto afirma que a lista
europeia define quem pode continuar vendendo carnes para a Europa a
partir de setembro. Países como Argentina, Colômbia e México estão
incluídos por respeitarem as normas sanitárias do bloco.
“A
Comissão Europeia espera uma resposta das autoridades brasileiras
para atualizar o documento em breve”, acrescenta a notícia.
A
porta-voz de Saúde da União Europeia confirmou a suspensão a
partir de 3 de setembro.
"O Brasil não está
incluído, o que significa que deixará de poder exportar bovinos,
equinos, aves, ovos, mel e envoltórios", explicou Eva
Hrncirova.
Regra
A regra da Europa proíbe o
uso de remédios para promover o crescimento ou aumentar a produção
dos animais. Os produtores também não podem usar substâncias
reservadas para tratar infecções em humanos.
Impacto
no acordo com o Mercosul
“A exclusão do Brasil ocorre
após críticas ao acordo de livre comércio com o Mercosul.
Produtores rurais da Europa e o governo da França questionaram a
aliança com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.
O
acordo comercial começou a valer de forma provisória no dia 1º de
maio. A parceria ainda aguarda uma decisão da Justiça europeia para
confirmar sua legalidade definitiva perante o bloco
econômico.
Defesa das regras sanitárias
A
União Europeia quer mostrar que seu sistema de controle funciona e é
rigoroso. A medida faz parte de uma política para combater a
resistência de bactérias a medicamentos e evitar o uso
desnecessário de antibióticos.
O
comissário europeu para a Agricultura defendeu a exigência
igualitária para produtos importados.
"Nossos
agricultores seguem padrões rigorosos. É legítimo que os produtos
importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos", afirmou
Christophe Hansen.
*Com informações de DW e
AFP
Crédito
imagem: IA
