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Caroço de açaí vira combustível industrial no Pará

A técnica faz com que os resíduos possam substituir o carvão mineral e o petróleo

A Folha de S. Paulo publicou uma reportagem sobre o uso inovador do caroço de açaí: como combustível para produção de cimento no Pará.


Segundo a Folha, os caroços de açaí, que antes eram descartados e impactavam o meio ambiente, passaram a ser usados por grandes empresas como combustíveis em fornos industriais, substituindo o carvão mineral e o petróleo.


Empresas como a Votorantim Cimentos, Hydro e Coca-Cola já usam a técnica. A Folha explica que o caroço do açaí tem grande poder calorífico, como é chamada a energia liberada durante a combustão completa de uma massa ou combustível.


O poder calorífico do caroço é menor do que o do petróleo ou do carvão mineral, mas por ser mais barato, sua quantidade compensa.


A Votorantim, por exemplo, consome por ano em sua unidade na cidade de Primavera, no Pará, 48 mil toneladas de caroço de açaí para aquecer o gerador de gás quente.


Esse tipo de prática pode ficar cada vez mais comum no país. A Folha afirma que o governo federal caminha com a regulamentação do mercado nacional de carbono, que estipula tetos de emissões para setores industriais.


Créditos da imagem: Agência Pará.




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Toni Remigio
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